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O encerramento do Inside Fashion Business, em 14 de maio de 2026, foi marcado por um debate sobre os principais desafios econômicos, regulatórios e operacionais da moda brasileira, em um momento de pressão sobre custos, mudanças tributárias e intensificação da concorrência internacional. O painel reuniu representantes de entidades setoriais, executivos do varejo e nomes ligados à indústria para discutir os efeitos da reforma tributária, das novas regras sobre relações de trabalho e das medidas voltadas às importações de baixo valor, conhecidas como “taxa das blusinhas”.
A conversa contou com a participação de Edmundo Lima, Marcos Gouvêa, Cinthia Kim, Juliano Ohta, Fábio Vasconcellos e Daniela Valadão. Ao longo do encontro, os debatedores avaliaram como a combinação entre carga tributária, custos produtivos, concorrência externa e insegurança regulatória tem afetado a capacidade de planejamento das empresas do setor.
O painel também reforçou a preocupação de entidades e empresas com a necessidade de maior previsibilidade nas regras que impactam a cadeia da moda. Para os participantes, o setor precisa de políticas públicas capazes de equilibrar a competição com produtos importados, preservar empregos formais e estimular investimentos na produção nacional.
Tributação entra no centro da discussão da moda brasileira
A tributação foi um dos principais temas do debate. Representantes do setor apontaram que as mudanças em curso no sistema tributário brasileiro devem ter impacto direto sobre varejistas, fornecedores, confecções, indústrias têxteis e empresas de logística.
A cadeia da moda é considerada uma das mais complexas do varejo, por envolver diferentes etapas produtivas, grande número de fornecedores, elevada intensidade de mão de obra e forte dependência de planejamento de estoque. Nesse contexto, alterações tributárias podem afetar desde a formação de preços até a margem operacional das empresas.
Os debatedores defenderam que o setor acompanhe de perto a implementação das novas regras fiscais, especialmente em relação aos efeitos sobre crédito tributário, regimes diferenciados, custos de produção e competitividade frente a produtos importados.
A preocupação central é evitar que a transição tributária amplie assimetrias já existentes no mercado. Empresas nacionais argumentam que operam sob uma estrutura de custos mais pesada, com encargos trabalhistas, exigências regulatórias, obrigações fiscais e custos logísticos que nem sempre recaem da mesma forma sobre plataformas estrangeiras de venda direta ao consumidor.
“Taxa das blusinhas” expõe disputa por isonomia competitiva
Outro ponto de destaque foi o impacto das medidas sobre importações de baixo valor. A chamada “taxa das blusinhas” passou a ocupar papel central no debate sobre competitividade no varejo de moda, especialmente diante do avanço de plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Para empresas brasileiras, a tributação das compras internacionais de pequeno valor é vista como parte de uma discussão mais ampla sobre isonomia concorrencial. O argumento apresentado por representantes do setor é que produtos importados vendidos diretamente ao consumidor brasileiro devem estar sujeitos a regras equivalentes às enfrentadas por empresas instaladas no país.
A questão, porém, envolve equilíbrio delicado. De um lado, varejistas e indústrias nacionais defendem condições de concorrência mais justas. De outro, consumidores passaram a acessar produtos de baixo custo por meio de plataformas internacionais, o que ampliou a pressão sobre preços no varejo local.
No painel, os participantes indicaram que o tema não se limita à cobrança de imposto. A discussão envolve fiscalização, formalização, padrões de qualidade, segurança do consumidor, cumprimento de normas trabalhistas e impacto sobre a geração de empregos no Brasil.
Relações de trabalho pressionam indústria e varejo
As relações de trabalho também foram tratadas como um dos pontos sensíveis para a cadeia da moda. O setor emprega grande número de trabalhadores em diferentes etapas, incluindo produção têxtil, confecção, distribuição, lojas físicas, centros logísticos e comércio digital.
A formalização da mão de obra, a fiscalização das condições de trabalho e a adaptação a novas formas de contratação aparecem como temas recorrentes para empresas e entidades representativas. A cadeia da moda brasileira historicamente enfrenta desafios ligados à rastreabilidade produtiva, à terceirização e à necessidade de assegurar padrões adequados em toda a rede de fornecedores.
No debate, os participantes defenderam maior articulação entre empresas, entidades e poder público para evitar que novas obrigações ampliem a insegurança jurídica ou aumentem custos sem resolver problemas estruturais. A avaliação predominante foi a de que o setor precisa de regras claras, fiscalização eficiente e ambiente regulatório estável.
A previsibilidade foi apontada como condição essencial para que empresas consigam investir em tecnologia, qualificação profissional, expansão de lojas, modernização industrial e integração de cadeias produtivas.
Varejo enfrenta pressão de custos e mudança no consumo
O varejo de moda vive um cenário de transformação acelerada. Além da concorrência com plataformas internacionais, empresas brasileiras enfrentam mudanças no comportamento do consumidor, maior sensibilidade a preços e avanço do comércio digital.
A pressão sobre margens tem levado varejistas a revisar estoques, renegociar contratos, investir em canais digitais e buscar maior eficiência logística. Ao mesmo tempo, o consumidor exige preços competitivos, variedade, rapidez na entrega e melhor experiência de compra.
Esse ambiente aumenta o desafio para marcas nacionais. A moda é um setor fortemente dependente de escala, giro de estoque e capacidade de antecipar tendências. Qualquer aumento de custo tributário, trabalhista ou logístico pode comprometer a rentabilidade de empresas que já operam com margens pressionadas.
No painel, os debatedores destacaram que a competitividade da moda brasileira depende de uma agenda que combine modernização produtiva, ambiente regulatório previsível e políticas capazes de reduzir distorções competitivas.
Setor pede articulação entre empresas e poder público
Os participantes defenderam maior coordenação entre empresas, entidades representativas e governo na formulação de políticas para a moda brasileira. A avaliação é que os desafios do setor não podem ser tratados de forma isolada, porque envolvem tributação, emprego, comércio exterior, inovação, fiscalização e consumo.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) foi citada no contexto do debate como uma das entidades ligadas à agenda de competitividade e conformidade da cadeia. O setor tem buscado ampliar a interlocução institucional para garantir que as demandas da indústria e do varejo sejam consideradas nas discussões regulatórias.
Entre os temas considerados prioritários estão a redução de assimetrias competitivas, o combate à informalidade, o fortalecimento da produção nacional, a melhoria das condições de trabalho e a construção de regras mais claras para importações.
A mensagem central do encerramento do Inside Fashion Business foi a de que a moda brasileira precisa de uma estratégia de longo prazo para atravessar um ciclo de mudanças fiscais, tecnológicas e comerciais. Sem previsibilidade, empresas tendem a adiar investimentos, reduzir planos de expansão e operar com maior cautela.
Competitividade da moda depende de regras claras e planejamento
O debate no Inside Fashion Business reforçou que a agenda da moda brasileira deixou de ser apenas uma discussão sobre tendências, marcas e consumo. O setor passou a ocupar espaço relevante nas conversas sobre política tributária, comércio exterior, emprego e competitividade industrial.
A cadeia da moda reúne empresas de diferentes portes, desde grandes varejistas até confecções, fornecedores regionais, indústrias têxteis e pequenos negócios. Por isso, mudanças regulatórias podem ter efeitos amplos e desiguais, dependendo da capacidade financeira e operacional de cada empresa.
Para os participantes do painel, a construção de soluções conjuntas será decisiva para preservar a competitividade do setor nos próximos anos. A combinação entre concorrência internacional, custos internos elevados e transformação digital exige uma resposta coordenada entre mercado e governo.
O encerramento do evento deixou evidente que a moda brasileira busca mais do que adaptação às novas regras. O setor tenta construir uma agenda de previsibilidade, isonomia e fortalecimento produtivo para sustentar investimentos, empregos e competitividade em um mercado cada vez mais disputado.
O encerramento do Inside Fashion Business, em 14 de maio de 2026, foi marcado por um debate sobre os principais desafios econômicos, regulatórios e operacionais da moda brasileira, em um momento de pressão sobre custos, mudanças tributárias e intensificação da concorrência internacional. O painel reuniu representantes de entidades setoriais, executivos do varejo e nomes ligados à indústria para discutir os efeitos da reforma tributária, das novas regras sobre relações de trabalho e das medidas voltadas às importações de baixo valor, conhecidas como “taxa das blusinhas”.
A conversa contou com a participação de Edmundo Lima, Marcos Gouvêa, Cinthia Kim, Juliano Ohta, Fábio Vasconcellos e Daniela Valadão. Ao longo do encontro, os debatedores avaliaram como a combinação entre carga tributária, custos produtivos, concorrência externa e insegurança regulatória tem afetado a capacidade de planejamento das empresas do setor.
O painel também reforçou a preocupação de entidades e empresas com a necessidade de maior previsibilidade nas regras que impactam a cadeia da moda. Para os participantes, o setor precisa de políticas públicas capazes de equilibrar a competição com produtos importados, preservar empregos formais e estimular investimentos na produção nacional.
Tributação entra no centro da discussão da moda brasileira
A tributação foi um dos principais temas do debate. Representantes do setor apontaram que as mudanças em curso no sistema tributário brasileiro devem ter impacto direto sobre varejistas, fornecedores, confecções, indústrias têxteis e empresas de logística.
A cadeia da moda é considerada uma das mais complexas do varejo, por envolver diferentes etapas produtivas, grande número de fornecedores, elevada intensidade de mão de obra e forte dependência de planejamento de estoque. Nesse contexto, alterações tributárias podem afetar desde a formação de preços até a margem operacional das empresas.
Os debatedores defenderam que o setor acompanhe de perto a implementação das novas regras fiscais, especialmente em relação aos efeitos sobre crédito tributário, regimes diferenciados, custos de produção e competitividade frente a produtos importados.
A preocupação central é evitar que a transição tributária amplie assimetrias já existentes no mercado. Empresas nacionais argumentam que operam sob uma estrutura de custos mais pesada, com encargos trabalhistas, exigências regulatórias, obrigações fiscais e custos logísticos que nem sempre recaem da mesma forma sobre plataformas estrangeiras de venda direta ao consumidor.
“Taxa das blusinhas” expõe disputa por isonomia competitiva
Outro ponto de destaque foi o impacto das medidas sobre importações de baixo valor. A chamada “taxa das blusinhas” passou a ocupar papel central no debate sobre competitividade no varejo de moda, especialmente diante do avanço de plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Para empresas brasileiras, a tributação das compras internacionais de pequeno valor é vista como parte de uma discussão mais ampla sobre isonomia concorrencial. O argumento apresentado por representantes do setor é que produtos importados vendidos diretamente ao consumidor brasileiro devem estar sujeitos a regras equivalentes às enfrentadas por empresas instaladas no país.
A questão, porém, envolve equilíbrio delicado. De um lado, varejistas e indústrias nacionais defendem condições de concorrência mais justas. De outro, consumidores passaram a acessar produtos de baixo custo por meio de plataformas internacionais, o que ampliou a pressão sobre preços no varejo local.
No painel, os participantes indicaram que o tema não se limita à cobrança de imposto. A discussão envolve fiscalização, formalização, padrões de qualidade, segurança do consumidor, cumprimento de normas trabalhistas e impacto sobre a geração de empregos no Brasil.
Relações de trabalho pressionam indústria e varejo
As relações de trabalho também foram tratadas como um dos pontos sensíveis para a cadeia da moda. O setor emprega grande número de trabalhadores em diferentes etapas, incluindo produção têxtil, confecção, distribuição, lojas físicas, centros logísticos e comércio digital.
A formalização da mão de obra, a fiscalização das condições de trabalho e a adaptação a novas formas de contratação aparecem como temas recorrentes para empresas e entidades representativas. A cadeia da moda brasileira historicamente enfrenta desafios ligados à rastreabilidade produtiva, à terceirização e à necessidade de assegurar padrões adequados em toda a rede de fornecedores.
No debate, os participantes defenderam maior articulação entre empresas, entidades e poder público para evitar que novas obrigações ampliem a insegurança jurídica ou aumentem custos sem resolver problemas estruturais. A avaliação predominante foi a de que o setor precisa de regras claras, fiscalização eficiente e ambiente regulatório estável.
A previsibilidade foi apontada como condição essencial para que empresas consigam investir em tecnologia, qualificação profissional, expansão de lojas, modernização industrial e integração de cadeias produtivas.
Varejo enfrenta pressão de custos e mudança no consumo
O varejo de moda vive um cenário de transformação acelerada. Além da concorrência com plataformas internacionais, empresas brasileiras enfrentam mudanças no comportamento do consumidor, maior sensibilidade a preços e avanço do comércio digital.
A pressão sobre margens tem levado varejistas a revisar estoques, renegociar contratos, investir em canais digitais e buscar maior eficiência logística. Ao mesmo tempo, o consumidor exige preços competitivos, variedade, rapidez na entrega e melhor experiência de compra.
Esse ambiente aumenta o desafio para marcas nacionais. A moda é um setor fortemente dependente de escala, giro de estoque e capacidade de antecipar tendências. Qualquer aumento de custo tributário, trabalhista ou logístico pode comprometer a rentabilidade de empresas que já operam com margens pressionadas.
No painel, os debatedores destacaram que a competitividade da moda brasileira depende de uma agenda que combine modernização produtiva, ambiente regulatório previsível e políticas capazes de reduzir distorções competitivas.
Setor pede articulação entre empresas e poder público
Os participantes defenderam maior coordenação entre empresas, entidades representativas e governo na formulação de políticas para a moda brasileira. A avaliação é que os desafios do setor não podem ser tratados de forma isolada, porque envolvem tributação, emprego, comércio exterior, inovação, fiscalização e consumo.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) foi citada no contexto do debate como uma das entidades ligadas à agenda de competitividade e conformidade da cadeia. O setor tem buscado ampliar a interlocução institucional para garantir que as demandas da indústria e do varejo sejam consideradas nas discussões regulatórias.
Entre os temas considerados prioritários estão a redução de assimetrias competitivas, o combate à informalidade, o fortalecimento da produção nacional, a melhoria das condições de trabalho e a construção de regras mais claras para importações.
A mensagem central do encerramento do Inside Fashion Business foi a de que a moda brasileira precisa de uma estratégia de longo prazo para atravessar um ciclo de mudanças fiscais, tecnológicas e comerciais. Sem previsibilidade, empresas tendem a adiar investimentos, reduzir planos de expansão e operar com maior cautela.
Competitividade da moda depende de regras claras e planejamento
O debate no Inside Fashion Business reforçou que a agenda da moda brasileira deixou de ser apenas uma discussão sobre tendências, marcas e consumo. O setor passou a ocupar espaço relevante nas conversas sobre política tributária, comércio exterior, emprego e competitividade industrial.
A cadeia da moda reúne empresas de diferentes portes, desde grandes varejistas até confecções, fornecedores regionais, indústrias têxteis e pequenos negócios. Por isso, mudanças regulatórias podem ter efeitos amplos e desiguais, dependendo da capacidade financeira e operacional de cada empresa.
Para os participantes do painel, a construção de soluções conjuntas será decisiva para preservar a competitividade do setor nos próximos anos. A combinação entre concorrência internacional, custos internos elevados e transformação digital exige uma resposta coordenada entre mercado e governo.
O encerramento do evento deixou evidente que a moda brasileira busca mais do que adaptação às novas regras. O setor tenta construir uma agenda de previsibilidade, isonomia e fortalecimento produtivo para sustentar investimentos, empregos e competitividade em um mercado cada vez mais disputado.
O encerramento do Inside Fashion Business, em 14 de maio de 2026, foi marcado por um debate sobre os principais desafios econômicos, regulatórios e operacionais da moda brasileira, em um momento de pressão sobre custos, mudanças tributárias e intensificação da concorrência internacional. O painel reuniu representantes de entidades setoriais, executivos do varejo e nomes ligados à indústria para discutir os efeitos da reforma tributária, das novas regras sobre relações de trabalho e das medidas voltadas às importações de baixo valor, conhecidas como “taxa das blusinhas”.
A conversa contou com a participação de Edmundo Lima, Marcos Gouvêa, Cinthia Kim, Juliano Ohta, Fábio Vasconcellos e Daniela Valadão. Ao longo do encontro, os debatedores avaliaram como a combinação entre carga tributária, custos produtivos, concorrência externa e insegurança regulatória tem afetado a capacidade de planejamento das empresas do setor.
O painel também reforçou a preocupação de entidades e empresas com a necessidade de maior previsibilidade nas regras que impactam a cadeia da moda. Para os participantes, o setor precisa de políticas públicas capazes de equilibrar a competição com produtos importados, preservar empregos formais e estimular investimentos na produção nacional.
Tributação entra no centro da discussão da moda brasileira
A tributação foi um dos principais temas do debate. Representantes do setor apontaram que as mudanças em curso no sistema tributário brasileiro devem ter impacto direto sobre varejistas, fornecedores, confecções, indústrias têxteis e empresas de logística.
A cadeia da moda é considerada uma das mais complexas do varejo, por envolver diferentes etapas produtivas, grande número de fornecedores, elevada intensidade de mão de obra e forte dependência de planejamento de estoque. Nesse contexto, alterações tributárias podem afetar desde a formação de preços até a margem operacional das empresas.
Os debatedores defenderam que o setor acompanhe de perto a implementação das novas regras fiscais, especialmente em relação aos efeitos sobre crédito tributário, regimes diferenciados, custos de produção e competitividade frente a produtos importados.
A preocupação central é evitar que a transição tributária amplie assimetrias já existentes no mercado. Empresas nacionais argumentam que operam sob uma estrutura de custos mais pesada, com encargos trabalhistas, exigências regulatórias, obrigações fiscais e custos logísticos que nem sempre recaem da mesma forma sobre plataformas estrangeiras de venda direta ao consumidor.
“Taxa das blusinhas” expõe disputa por isonomia competitiva
Outro ponto de destaque foi o impacto das medidas sobre importações de baixo valor. A chamada “taxa das blusinhas” passou a ocupar papel central no debate sobre competitividade no varejo de moda, especialmente diante do avanço de plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Para empresas brasileiras, a tributação das compras internacionais de pequeno valor é vista como parte de uma discussão mais ampla sobre isonomia concorrencial. O argumento apresentado por representantes do setor é que produtos importados vendidos diretamente ao consumidor brasileiro devem estar sujeitos a regras equivalentes às enfrentadas por empresas instaladas no país.
A questão, porém, envolve equilíbrio delicado. De um lado, varejistas e indústrias nacionais defendem condições de concorrência mais justas. De outro, consumidores passaram a acessar produtos de baixo custo por meio de plataformas internacionais, o que ampliou a pressão sobre preços no varejo local.
No painel, os participantes indicaram que o tema não se limita à cobrança de imposto. A discussão envolve fiscalização, formalização, padrões de qualidade, segurança do consumidor, cumprimento de normas trabalhistas e impacto sobre a geração de empregos no Brasil.
Relações de trabalho pressionam indústria e varejo
As relações de trabalho também foram tratadas como um dos pontos sensíveis para a cadeia da moda. O setor emprega grande número de trabalhadores em diferentes etapas, incluindo produção têxtil, confecção, distribuição, lojas físicas, centros logísticos e comércio digital.
A formalização da mão de obra, a fiscalização das condições de trabalho e a adaptação a novas formas de contratação aparecem como temas recorrentes para empresas e entidades representativas. A cadeia da moda brasileira historicamente enfrenta desafios ligados à rastreabilidade produtiva, à terceirização e à necessidade de assegurar padrões adequados em toda a rede de fornecedores.
No debate, os participantes defenderam maior articulação entre empresas, entidades e poder público para evitar que novas obrigações ampliem a insegurança jurídica ou aumentem custos sem resolver problemas estruturais. A avaliação predominante foi a de que o setor precisa de regras claras, fiscalização eficiente e ambiente regulatório estável.
A previsibilidade foi apontada como condição essencial para que empresas consigam investir em tecnologia, qualificação profissional, expansão de lojas, modernização industrial e integração de cadeias produtivas.
Varejo enfrenta pressão de custos e mudança no consumo
O varejo de moda vive um cenário de transformação acelerada. Além da concorrência com plataformas internacionais, empresas brasileiras enfrentam mudanças no comportamento do consumidor, maior sensibilidade a preços e avanço do comércio digital.
A pressão sobre margens tem levado varejistas a revisar estoques, renegociar contratos, investir em canais digitais e buscar maior eficiência logística. Ao mesmo tempo, o consumidor exige preços competitivos, variedade, rapidez na entrega e melhor experiência de compra.
Esse ambiente aumenta o desafio para marcas nacionais. A moda é um setor fortemente dependente de escala, giro de estoque e capacidade de antecipar tendências. Qualquer aumento de custo tributário, trabalhista ou logístico pode comprometer a rentabilidade de empresas que já operam com margens pressionadas.
No painel, os debatedores destacaram que a competitividade da moda brasileira depende de uma agenda que combine modernização produtiva, ambiente regulatório previsível e políticas capazes de reduzir distorções competitivas.
Setor pede articulação entre empresas e poder público
Os participantes defenderam maior coordenação entre empresas, entidades representativas e governo na formulação de políticas para a moda brasileira. A avaliação é que os desafios do setor não podem ser tratados de forma isolada, porque envolvem tributação, emprego, comércio exterior, inovação, fiscalização e consumo.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) foi citada no contexto do debate como uma das entidades ligadas à agenda de competitividade e conformidade da cadeia. O setor tem buscado ampliar a interlocução institucional para garantir que as demandas da indústria e do varejo sejam consideradas nas discussões regulatórias.
Entre os temas considerados prioritários estão a redução de assimetrias competitivas, o combate à informalidade, o fortalecimento da produção nacional, a melhoria das condições de trabalho e a construção de regras mais claras para importações.
A mensagem central do encerramento do Inside Fashion Business foi a de que a moda brasileira precisa de uma estratégia de longo prazo para atravessar um ciclo de mudanças fiscais, tecnológicas e comerciais. Sem previsibilidade, empresas tendem a adiar investimentos, reduzir planos de expansão e operar com maior cautela.
Competitividade da moda depende de regras claras e planejamento
O debate no Inside Fashion Business reforçou que a agenda da moda brasileira deixou de ser apenas uma discussão sobre tendências, marcas e consumo. O setor passou a ocupar espaço relevante nas conversas sobre política tributária, comércio exterior, emprego e competitividade industrial.
A cadeia da moda reúne empresas de diferentes portes, desde grandes varejistas até confecções, fornecedores regionais, indústrias têxteis e pequenos negócios. Por isso, mudanças regulatórias podem ter efeitos amplos e desiguais, dependendo da capacidade financeira e operacional de cada empresa.
Para os participantes do painel, a construção de soluções conjuntas será decisiva para preservar a competitividade do setor nos próximos anos. A combinação entre concorrência internacional, custos internos elevados e transformação digital exige uma resposta coordenada entre mercado e governo.
O encerramento do evento deixou evidente que a moda brasileira busca mais do que adaptação às novas regras. O setor tenta construir uma agenda de previsibilidade, isonomia e fortalecimento produtivo para sustentar investimentos, empregos e competitividade em um mercado cada vez mais disputado.
O encerramento do Inside Fashion Business, em 14 de maio de 2026, foi marcado por um debate sobre os principais desafios econômicos, regulatórios e operacionais da moda brasileira, em um momento de pressão sobre custos, mudanças tributárias e intensificação da concorrência internacional. O painel reuniu representantes de entidades setoriais, executivos do varejo e nomes ligados à indústria para discutir os efeitos da reforma tributária, das novas regras sobre relações de trabalho e das medidas voltadas às importações de baixo valor, conhecidas como “taxa das blusinhas”.
A conversa contou com a participação de Edmundo Lima, Marcos Gouvêa, Cinthia Kim, Juliano Ohta, Fábio Vasconcellos e Daniela Valadão. Ao longo do encontro, os debatedores avaliaram como a combinação entre carga tributária, custos produtivos, concorrência externa e insegurança regulatória tem afetado a capacidade de planejamento das empresas do setor.
O painel também reforçou a preocupação de entidades e empresas com a necessidade de maior previsibilidade nas regras que impactam a cadeia da moda. Para os participantes, o setor precisa de políticas públicas capazes de equilibrar a competição com produtos importados, preservar empregos formais e estimular investimentos na produção nacional.
Tributação entra no centro da discussão da moda brasileira
A tributação foi um dos principais temas do debate. Representantes do setor apontaram que as mudanças em curso no sistema tributário brasileiro devem ter impacto direto sobre varejistas, fornecedores, confecções, indústrias têxteis e empresas de logística.
A cadeia da moda é considerada uma das mais complexas do varejo, por envolver diferentes etapas produtivas, grande número de fornecedores, elevada intensidade de mão de obra e forte dependência de planejamento de estoque. Nesse contexto, alterações tributárias podem afetar desde a formação de preços até a margem operacional das empresas.
Os debatedores defenderam que o setor acompanhe de perto a implementação das novas regras fiscais, especialmente em relação aos efeitos sobre crédito tributário, regimes diferenciados, custos de produção e competitividade frente a produtos importados.
A preocupação central é evitar que a transição tributária amplie assimetrias já existentes no mercado. Empresas nacionais argumentam que operam sob uma estrutura de custos mais pesada, com encargos trabalhistas, exigências regulatórias, obrigações fiscais e custos logísticos que nem sempre recaem da mesma forma sobre plataformas estrangeiras de venda direta ao consumidor.
“Taxa das blusinhas” expõe disputa por isonomia competitiva
Outro ponto de destaque foi o impacto das medidas sobre importações de baixo valor. A chamada “taxa das blusinhas” passou a ocupar papel central no debate sobre competitividade no varejo de moda, especialmente diante do avanço de plataformas internacionais de comércio eletrônico.
Para empresas brasileiras, a tributação das compras internacionais de pequeno valor é vista como parte de uma discussão mais ampla sobre isonomia concorrencial. O argumento apresentado por representantes do setor é que produtos importados vendidos diretamente ao consumidor brasileiro devem estar sujeitos a regras equivalentes às enfrentadas por empresas instaladas no país.
A questão, porém, envolve equilíbrio delicado. De um lado, varejistas e indústrias nacionais defendem condições de concorrência mais justas. De outro, consumidores passaram a acessar produtos de baixo custo por meio de plataformas internacionais, o que ampliou a pressão sobre preços no varejo local.
No painel, os participantes indicaram que o tema não se limita à cobrança de imposto. A discussão envolve fiscalização, formalização, padrões de qualidade, segurança do consumidor, cumprimento de normas trabalhistas e impacto sobre a geração de empregos no Brasil.
Relações de trabalho pressionam indústria e varejo
As relações de trabalho também foram tratadas como um dos pontos sensíveis para a cadeia da moda. O setor emprega grande número de trabalhadores em diferentes etapas, incluindo produção têxtil, confecção, distribuição, lojas físicas, centros logísticos e comércio digital.
A formalização da mão de obra, a fiscalização das condições de trabalho e a adaptação a novas formas de contratação aparecem como temas recorrentes para empresas e entidades representativas. A cadeia da moda brasileira historicamente enfrenta desafios ligados à rastreabilidade produtiva, à terceirização e à necessidade de assegurar padrões adequados em toda a rede de fornecedores.
No debate, os participantes defenderam maior articulação entre empresas, entidades e poder público para evitar que novas obrigações ampliem a insegurança jurídica ou aumentem custos sem resolver problemas estruturais. A avaliação predominante foi a de que o setor precisa de regras claras, fiscalização eficiente e ambiente regulatório estável.
A previsibilidade foi apontada como condição essencial para que empresas consigam investir em tecnologia, qualificação profissional, expansão de lojas, modernização industrial e integração de cadeias produtivas.
Varejo enfrenta pressão de custos e mudança no consumo
O varejo de moda vive um cenário de transformação acelerada. Além da concorrência com plataformas internacionais, empresas brasileiras enfrentam mudanças no comportamento do consumidor, maior sensibilidade a preços e avanço do comércio digital.
A pressão sobre margens tem levado varejistas a revisar estoques, renegociar contratos, investir em canais digitais e buscar maior eficiência logística. Ao mesmo tempo, o consumidor exige preços competitivos, variedade, rapidez na entrega e melhor experiência de compra.
Esse ambiente aumenta o desafio para marcas nacionais. A moda é um setor fortemente dependente de escala, giro de estoque e capacidade de antecipar tendências. Qualquer aumento de custo tributário, trabalhista ou logístico pode comprometer a rentabilidade de empresas que já operam com margens pressionadas.
No painel, os debatedores destacaram que a competitividade da moda brasileira depende de uma agenda que combine modernização produtiva, ambiente regulatório previsível e políticas capazes de reduzir distorções competitivas.
Setor pede articulação entre empresas e poder público
Os participantes defenderam maior coordenação entre empresas, entidades representativas e governo na formulação de políticas para a moda brasileira. A avaliação é que os desafios do setor não podem ser tratados de forma isolada, porque envolvem tributação, emprego, comércio exterior, inovação, fiscalização e consumo.
A Associação Brasileira do Varejo Têxtil (ABVTEX) foi citada no contexto do debate como uma das entidades ligadas à agenda de competitividade e conformidade da cadeia. O setor tem buscado ampliar a interlocução institucional para garantir que as demandas da indústria e do varejo sejam consideradas nas discussões regulatórias.
Entre os temas considerados prioritários estão a redução de assimetrias competitivas, o combate à informalidade, o fortalecimento da produção nacional, a melhoria das condições de trabalho e a construção de regras mais claras para importações.
A mensagem central do encerramento do Inside Fashion Business foi a de que a moda brasileira precisa de uma estratégia de longo prazo para atravessar um ciclo de mudanças fiscais, tecnológicas e comerciais. Sem previsibilidade, empresas tendem a adiar investimentos, reduzir planos de expansão e operar com maior cautela.
Competitividade da moda depende de regras claras e planejamento
O debate no Inside Fashion Business reforçou que a agenda da moda brasileira deixou de ser apenas uma discussão sobre tendências, marcas e consumo. O setor passou a ocupar espaço relevante nas conversas sobre política tributária, comércio exterior, emprego e competitividade industrial.
A cadeia da moda reúne empresas de diferentes portes, desde grandes varejistas até confecções, fornecedores regionais, indústrias têxteis e pequenos negócios. Por isso, mudanças regulatórias podem ter efeitos amplos e desiguais, dependendo da capacidade financeira e operacional de cada empresa.
Para os participantes do painel, a construção de soluções conjuntas será decisiva para preservar a competitividade do setor nos próximos anos. A combinação entre concorrência internacional, custos internos elevados e transformação digital exige uma resposta coordenada entre mercado e governo.
O encerramento do evento deixou evidente que a moda brasileira busca mais do que adaptação às novas regras. O setor tenta construir uma agenda de previsibilidade, isonomia e fortalecimento produtivo para sustentar investimentos, empregos e competitividade em um mercado cada vez mais disputado.






































