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	<title>Capa &#8211; REVISTA ESTILO</title>
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	<description>MODA, BELEZA, CULTURA, BASTIDORES, CELEBRIDADES</description>
	<lastBuildDate>Wed, 23 Sep 2026 23:07:52 +0000</lastBuildDate>
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	<title>Capa &#8211; REVISTA ESTILO</title>
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	<item>
		<title>Gordofobia começa na infância e afeta saúde mental, trabalho e atendimento médico</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/gordofobia-preconceito-corpos-gordos-saude-mental</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Caio Ferraz - Repórter de Atualidades]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 23:07:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[Mais de um quarto dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos relatou ter sofrido bullying duas ou mais vezes nos 30 dias anteriores à Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024. Entre os motivos mencionados pelas vítimas, a aparência do corpo apareceu em segundo lugar, citada por 24,7%, atrás apenas da aparência [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mais de um quarto dos estudantes brasileiros de 13 a 17 anos relatou ter sofrido bullying duas ou mais vezes nos 30 dias anteriores à Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) de 2024. Entre os motivos mencionados pelas vítimas, a aparência do corpo apareceu em segundo lugar, citada por 24,7%, atrás apenas da aparência do rosto ou do cabelo. Os números não significam que toda agressão relacionada ao corpo seja gordofobia, mas ajudam a dimensionar quanto a aparência continua funcionando como instrumento de humilhação já na adolescência.</p>
<p>A mesma pesquisa revelou outra mudança significativa: a proporção de adolescentes satisfeitos com a própria imagem corporal caiu de 70,2% em 2015 para 66,5% em 2019 e chegou a 58% em 2024. As meninas também aparecem mais expostas ao bullying recorrente: 30,1% delas relataram episódios desse tipo, ante 24,3% dos meninos. Embora esses dados não permitam atribuir toda insatisfação corporal à discriminação por peso, eles mostram um ambiente no qual corpo, aparência e aceitação social permanecem profundamente conectados.</p>
<p>É nesse contexto que a gordofobia — entendida como preconceito, desvalorização ou discriminação direcionada a pessoas por terem corpos gordos — deixou de ser apenas uma expressão usada por movimentos de diversidade corporal. Em 2026, o próprio Ministério da Saúde publicou o livro <em>Gordofobia e Estigma do Peso — Reconstruindo Narrativas e Práticas de Cuidado em Saúde</em>, voltado justamente aos impactos do estigma na vida de pessoas com corpos maiores e no acesso aos serviços de saúde.</p>
<h2>Quando o corpo vira motivo de humilhação na escola</h2>
<p>É comum que a gordofobia comece de maneira aparentemente banal. Um apelido repetido no recreio, uma brincadeira sobre o tamanho do uniforme, uma fotografia compartilhada com comentários sobre o corpo ou a exclusão de uma criança de determinada atividade podem ser tratados pelos adultos como episódios menores. Para quem está do outro lado, porém, a repetição pode transformar a própria aparência em fonte permanente de vigilância e constrangimento.</p>
<p>A PeNSE 2024 mostrou que 27,2% dos adolescentes pesquisados sofreram bullying recorrente, acima dos 23% registrados em 2019. A aparência do rosto ou cabelo respondeu por 30,2% dos motivos declarados pelas vítimas, enquanto a aparência do corpo representou 24,7%. O dado é especialmente relevante porque coloca características físicas no centro das agressões relatadas pelos estudantes.</p>
<p>Pesquisas internacionais também encontram associação entre estigma relacionado ao peso e pior saúde mental entre crianças e adolescentes. Uma revisão sistemática e meta-análise que reuniu 40 estudos encontrou associação moderada entre estigma do peso e desfechos negativos de saúde mental em jovens, embora os próprios autores ressaltem limitações metodológicas em parte da literatura disponível.</p>
<p>O ponto central não é afirmar que uma piada necessariamente provocará um transtorno psicológico. É compreender que a exposição contínua à rejeição pode contribuir para ansiedade, baixa autoestima, isolamento, insatisfação corporal e comportamentos alimentares problemáticos. O Ministério da Saúde também recomenda que profissionais, famílias e educadores evitem culpabilização, estigmatização e discriminação de crianças e adolescentes com excesso de peso e promovam imagem corporal positiva e apoio psicológico e social.</p>
<h2>Gordofobia não é sinônimo de preocupação com saúde</h2>
<p>Uma das razões pelas quais o preconceito relacionado ao peso pode passar despercebido é a facilidade com que comentários ofensivos são apresentados como conselhos de saúde. Frases sobre emagrecimento, comida, roupas ou aparência podem ser justificadas pela ideia de que alguém está apenas “preocupado” com outra pessoa.</p>
<p>Cuidado em saúde e estigma, no entanto, não são a mesma coisa. Obesidade pode estar associada a diferentes riscos clínicos e exige abordagem individualizada quando presente, mas transformar o peso em julgamento moral não melhora diagnóstico, prevenção ou tratamento. A ideia de que tamanho corporal depende exclusivamente de força de vontade ignora a combinação de fatores biológicos, genéticos, ambientais, sociais, econômicos e comportamentais que influenciam peso e saúde.</p>
<p>A World Obesity Federation classifica o estigma do peso como determinante social de saúde e também como questão de direitos humanos. A entidade argumenta que estereótipos como preguiça, falta de disciplina ou ausência de autocuidado não apenas simplificam um fenômeno complexo, mas podem produzir discriminação na educação, no trabalho e nos serviços de saúde.</p>
<p>Combater gordofobia, portanto, não exige negar a medicina ou transformar qualquer discussão sobre peso em tabu. Exige separar avaliação clínica de julgamento pessoal. Uma consulta pode discutir pressão arterial, mobilidade, alimentação, exames laboratoriais ou peso quando isso for relevante; o que não deveria fazer é presumir hábitos, caráter ou diagnóstico apenas pela aparência do paciente.</p>
<h2>O consultório também pode reproduzir preconceitos</h2>
<p>Um dos ambientes em que essa distinção se torna mais importante é justamente aquele criado para cuidar da saúde. Pessoas gordas relatam consultas nas quais sintomas são rapidamente atribuídos ao peso, equipamentos não acomodam adequadamente diferentes corpos ou a conversa clínica é conduzida de forma constrangedora.</p>
<p>Uma síntese qualitativa publicada na <em>Obesity Reviews</em> analisou 32 estudos sobre experiências de pacientes com obesidade nos serviços de saúde. Os pesquisadores identificaram três grandes grupos de problemas: comunicação verbal e não verbal estigmatizante, impacto do estigma na prestação do cuidado e barreiras estruturais dentro do próprio sistema de saúde.</p>
<p>No Brasil, artigo publicado em <em>Saúde e Sociedade</em> analisou especificamente a gordofobia nos serviços de saúde e seus efeitos no acesso de pessoas gordas, tratando o fenômeno como uma forma de exclusão que pode atravessar o atendimento. O Ministério da Saúde, por sua vez, incorporou o tema de forma explícita às suas publicações em 2026, defendendo mudanças de narrativa e sensibilização de profissionais.</p>
<p>Também há recomendações práticas na literatura médica internacional: mobiliário adequado, equipamentos compatíveis com diferentes tamanhos corporais, privacidade durante pesagens, linguagem não julgadora e decisão compartilhada sobre o tratamento. Diretrizes publicadas em 2025 pela Obesity Association da American Diabetes Association ressaltam ainda que profissionais devem evitar a suposição de que todos os problemas de saúde apresentados por uma pessoa estejam necessariamente relacionados ao peso.</p>
<h2>Mulheres enfrentam uma camada adicional de cobrança</h2>
<p>A relação entre peso e discriminação não atinge homens e mulheres exatamente da mesma maneira. Mulheres convivem historicamente com expectativas estéticas mais rígidas e com uma cultura que associa feminilidade, juventude, magreza e sucesso de maneira particularmente intensa.</p>
<p>Uma revisão e meta-análise publicada em agosto de 2026 reuniu 17 estudos realizados em países de alta renda para analisar salários, emprego e discriminação relacionados à obesidade. O trabalho encontrou uma penalidade salarial geral associada à obesidade e uma tendência de desvantagem maior entre mulheres, embora nem todas as diferenças entre os sexos tenham alcançado significância estatística. Pessoas com obesidade apresentaram ainda probabilidade maior de relatar discriminação no ambiente profissional.</p>
<p>Esses resultados não devem ser automaticamente transportados para o mercado de trabalho brasileiro, já que a revisão reuniu estudos de outros países e contextos econômicos. Eles oferecem, porém, evidência de que o peso pode interferir em avaliações profissionais que deveriam se concentrar em formação, experiência e desempenho.</p>
<p>Para as mulheres, essa pressão pode assumir formas contraditórias. Espera-se competência, produtividade e autoridade, mas a aparência continua sendo submetida a um grau de escrutínio que frequentemente não é aplicado da mesma forma aos homens. O corpo acaba funcionando como mais uma variável dentro de uma avaliação social que deveria ter pouco ou nenhum espaço em uma decisão profissional.</p>
<h2>Cinema, televisão e publicidade ajudaram a construir o estereótipo</h2>
<p>A gordofobia também possui uma memória cultural. Durante décadas, pessoas gordas apareceram no entretenimento como personagens preguiçosos, descontrolados, desajeitados, solitários ou destinados a funcionar como alívio cômico. Não são todos os personagens nem todas as produções, mas o padrão foi suficientemente recorrente para chamar a atenção da pesquisa acadêmica.</p>
<p>Uma revisão sistemática publicada na <em>eClinicalMedicine</em> analisou 113 trabalhos sobre estigma do peso nos meios de comunicação. Os pesquisadores encontraram conteúdo estigmatizante em diferentes formatos de mídia e observaram que uma narrativa recorrente tratava sobrepeso e obesidade primordialmente como responsabilidade individual, deixando em segundo plano fatores biológicos, ambientais e sociais. A exposição a esse tipo de conteúdo também foi associada a atitudes mais negativas em relação a pessoas com corpos maiores.</p>
<p>A mudança de representação ocorrida nos últimos anos, portanto, não é apenas estética. Quando campanhas publicitárias, editoriais de moda, séries e redes sociais ampliam a presença de corpos diferentes sem transformá-los em caricatura, ajudam a questionar uma construção visual que durante muito tempo definiu quais corpos poderiam ser associados a desejo, elegância, competência e protagonismo.</p>
<p>Isso também impõe responsabilidade às próprias revistas de moda e comportamento. Diversidade corporal não deveria significar apenas colocar uma modelo plus size em uma campanha ocasional, mas ampliar referências de estilo sem tratar corpos maiores como exceção, transformação ou problema a ser resolvido.</p>
<h2>Redes sociais deram voz, mas também ampliaram a comparação</h2>
<p>A internet teve papel decisivo em tornar o debate sobre gordofobia mais visível. Mulheres passaram a compartilhar experiências em provadores, aviões, consultórios, academias e ambientes profissionais; influenciadoras ampliaram a representação de corpos antes ausentes da comunicação de moda; e práticas antes tratadas como normais começaram a ser nomeadas como discriminação.</p>
<p>Ao mesmo tempo, as próprias plataformas que criaram espaço para diversidade alimentam mecanismos intensos de comparação corporal. Filtros, edição de imagem, vídeos de transformação física e algoritmos capazes de repetir centenas de vezes um mesmo padrão estético podem reforçar a impressão de que existe apenas uma forma desejável de corpo.</p>
<p>A questão torna-se ainda mais delicada entre adolescentes, grupo no qual a satisfação com a própria imagem vem caindo no Brasil. O dado da PeNSE não estabelece uma relação causal entre redes sociais e insatisfação corporal, mas mostra que a aparência continua ocupando um lugar central na experiência emocional e social dos jovens brasileiros.</p>
<h2>O combate começa quando o corpo deixa de determinar o valor de alguém</h2>
<p>Enfrentar a gordofobia exige mais do que substituir palavras ofensivas por termos considerados adequados. A mudança envolve a maneira como famílias comentam corpos diante das crianças, como escolas respondem ao bullying, como empresas conduzem processos seletivos, como profissionais de saúde recebem seus pacientes e como a mídia escolhe representar pessoas gordas.</p>
<p>Também exige abandonar a ideia de que respeito só deve ser concedido depois que alguém emagrece, adota determinado estilo de vida ou apresenta exames considerados perfeitos. Direitos, dignidade e acesso a espaços sociais não dependem de aprovação estética nem de condição clínica.</p>
<p>A discussão sobre diversidade corporal amadurece justamente quando consegue sustentar duas ideias ao mesmo tempo: saúde merece cuidado baseado em evidências, e pessoas não devem ser humilhadas, excluídas ou reduzidas ao próprio peso. Uma afirmação não invalida a outra.</p>
<p>Se a aparência do corpo continua entre as principais razões pelas quais adolescentes brasileiros relatam humilhação na escola, o problema não termina quando o uniforme é deixado para trás. Ele pode acompanhar a pessoa ao consultório, à entrevista de emprego, ao provador, à praia e às redes sociais. Romper esse ciclo significa ensinar desde cedo algo aparentemente simples, mas ainda longe de ser universal: <strong>nenhum corpo deveria servir de autorização para o preconceito.</strong></p>
<p><strong>Fontes:</strong></p>
<p><em>Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística — Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar 2024</em></p>
<p><em>Ministério da Saúde — Gordofobia e Estigma do Peso: Reconstruindo Narrativas e Práticas de Cuidado em Saúde</em></p>
<p><em>World Obesity Federation — Changing the Global Obesity Narrative to Recognize and Reduce Weight Stigma</em></p>
<p><em>Obesity Reviews — Weight Stigma Experienced by Patients with Obesity in Healthcare Settings</em></p>
<p><em>Obesity Reviews — Gender Inequality and Socio-Economic Disadvantages Associated With Obesity in Women Compared to Men</em></p>
<p><em>Journal of Pediatric Psychology — Weight Stigma and Mental Health in Youth: A Systematic Review and Meta-Analysis</em></p>
<p><em>eClinicalMedicine — Influence and Effects of Weight Stigmatisation in Media: A Systematic Review</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Donatella Versace retorna ao mercado de luxo e cria nova marca em parceria com o grupo Revolve</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/donatella-versace-retorna-com-nova-marca-revolve</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Salgado - Repórter de Moda]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 23 Sep 2026 22:53:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Donatella Versace]]></category>
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		<category><![CDATA[Prada]]></category>
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					<description><![CDATA[A estilista italiana Donatella Versace anunciou oficialmente o seu retorno ao circuito internacional da moda e da beleza, encerrando um período de especulações sobre os seus próximos passos profissionais após a saída da direção criativa da grife fundada por sua família. O novo projeto empresarial, estruturado em uma aliança com o grupo norte-americano Revolve, aposta [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A estilista italiana Donatella Versace anunciou oficialmente o seu retorno ao circuito internacional da moda e da beleza, encerrando um período de especulações sobre os seus próximos passos profissionais após a saída da direção criativa da grife fundada por sua família. O novo projeto empresarial, estruturado em uma aliança com o grupo norte-americano Revolve, aposta em um modelo de negócios disruptivo que combina a herança estética da alta-costura com a agilidade operacional do comércio eletrônico global e o apelo direto às novas gerações de consumidores de artigos de luxo.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">O movimento da criadora, que liderou a casa italiana por quase três décadas após o assassinato de seu irmão e fundador Gianni Versace em 1997, ocorre em um momento de profunda reestruturação da indústria de vestuário e cosméticos de alto padrão. Enquanto o mercado europeu de luxo absorve consolidações bilionárias e transições de comando em marcas históricas — como a recente incorporação da própria Versace pelo grupo Prada —, Donatella opta por empreender em um segmento que prioriza a presença digital, a inclusão de novos públicos e a diversificação de portfólio entre vestuário e produtos de beleza.</p>
<h2 class="mt-4 mb-2 text-sm font-semibold tracking-tight first:mt-0">Uma nova rota comercial voltada para o consumo digital e as gerações emergentes</h2>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A parceria firmada com o grupo californiano Revolve representa uma mudança significativa na trajetória da executiva, tradicionalmente associada ao modelo clássico de desfiles presenciais, ateliês exclusivos e distribuição em lojas físicas de grande prestígio internacional. A nova marca, cujos detalhes operacionais e cronograma de lançamentos começam a ser delineados para o mercado global, nasce com o propósito explícito de estabelecer um canal de diálogo contínuo e personalizado com os consumidores das gerações mais jovens.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">De acordo com as diretrizes divulgadas pela empresária, a criação do empreendimento foi motivada pelo desejo de explorar formatos criativos que fujam das amarras tradicionais da indústria. A escolha do parceiro norte-americano não é fortuita: o grupo Revolve consolidou sua posição no mercado internacional de moda por meio de uma estratégia altamente digitalizada, baseada no uso intensivo de dados de consumo, parcerias com influenciadores digitais e eventos de grande repercussão nas redes sociais. Ao unir a experiência de décadas em design de luxo de Donatella Versace com a infraestrutura tecnológica de e-commerce da corporação americana, a nova marca busca capturar margens elevadas em um segmento no qual a agilidade de entrega e a conexão imediata com o consumidor final tornaram-se fatores determinantes de competitividade.</p>
<h2 class="mt-4 mb-2 text-sm font-semibold tracking-tight first:mt-0">Transformações estruturais no eixo da alta-costura em Milão</h2>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">O anúncio do novo projeto empresarial coincide com a véspera de mais uma edição da Semana de Moda de Milão, um dos eventos mais importantes do calendário econômico e cultural da Europa. No entanto, o cenário apresentado neste período revela um panorama corporativo consideravelmente distinto daquele observado nos anos anteriores. A grife original Versace, agora sob o controle acionário e administrativo do grupo Prada, passa por um processo de readequação de sua identidade visual e estratégica, marcado pela recente nomeação de Pieter Mulier para a direção criativa da marca e pela saída de nomes ligados ao ciclo anterior de gestão.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Essa transição societária e administrativa alterou de forma sensível a dinâmica dos conglomerados de luxo na Itália. Analistas de mercado apontam que a consolidação de grandes grupos tem gerado um movimento pendular: ao mesmo tempo em que corporações multinacionais concentram marcas tradicionais para ganhar escala financeira e poder de barganha global, estilistas e executivos veteranos buscam maior autonomia em parcerias ágeis com plataformas digitais estrangeiras. A ausência da grife Versace no cronograma oficial de desfiles do principal evento milanês reflete esse período de transição interna, abrindo espaço para que figuras centrais da história da moda italiana experimentem novos formatos fora dos grandes conglomerados tradicionais.</p>
<h2 class="mt-4 mb-2 text-sm font-semibold tracking-tight first:mt-0">A consolidação do mercado de beleza e o impacto nas margens corporativas</h2>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A decisão de Donatella Versace de estruturar o novo negócio contemplando tanto o setor de vestuário quanto o mercado de beleza reflete uma tendência estrutural observada entre os principais conglomerados de luxo do mundo. Nos últimos anos, a categoria de cosméticos, fragrâncias e produtos para cuidados pessoais tem funcionado como o principal motor de crescimento e estabilização de receitas para marcas de alto padrão, oferecendo margens de lucro superiores às registradas pela alta-costura tradicional.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Enquanto as coleções de vestuário de passarela cumprem o papel fundamental de construir o desejo e a reputação da marca, os produtos de beleza e acessórios de entrada garantem capilaridade financeira, atingindo uma base de consumidores mais ampla, especialmente nos mercados emergentes da Ásia e nas faixas etárias mais jovens do Ocidente. A estratégia da nova marca desenvolvida em conjunto com a Revolve aponta diretamente para essa direção, buscando monetizar o prestígio acumulado pela estilista italiana por meio de produtos de consumo recorrente e de fácil distribuição transfronteiriça.</p>
<h2 class="mt-4 mb-2 text-sm font-semibold tracking-tight first:mt-0">O desafio da transição de legado para a inovação independente</h2>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Para os especialistas em economia do setor de luxo, o principal desafio de iniciativas lideradas por figuras históricas da moda reside na capacidade de dissociar o peso do passado de uma proposta comercial genuinamente inovadora. Donatella Versace construiu sua reputação internacional mantendo vivo o legado criativo de Gianni Versace, adaptando a estética exuberante, barroca e ousada da grife às exigências do mercado global ao longo de quase três décadas. No entanto, o novo empreendimento exige uma linguagem visual e comercial distinta, voltada para um público que consome moda de maneira descentralizada e influenciada por algoritmos de redes sociais.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">A empresária tem enfatizado em suas declarações públicas que a criatividade contemporânea precisa ser corajosa e inclusiva, princípios que dialogam diretamente com as demandas políticas e sociais expressas pelas gerações Millennials e Geração Z. A parceria com a Revolve oferece justamente a infraestrutura analítica necessária para identificar essas demandas com rapidez, permitindo que coleções sejam desenhadas, produzidas e comercializadas em ciclos muito mais curtos do que o tradicional calendário de duas estações anuais que historicamente caracterizou a alta-costura europeia.</p>
<h2 class="mt-4 mb-2 text-sm font-semibold tracking-tight first:mt-0">Perspectivas econômicas e os próximos passos da expansão global</h2>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">O mercado financeiro e os analistas de varejo global agora acompanham com atenção os próximos passos da nova marca, com expectativa de que os primeiros lançamentos comerciais ocorram nos próximos meses, acompanhados pela divulgação oficial do calendário de distribuição e das plataformas de e-commerce que serão utilizadas prioritariamente. A integração entre a curadoria de estilo de uma das maiores designers da história da moda europeia e a capilaridade logística de uma gigante digital americana tem o potencial de criar um caso de estudo relevante sobre o futuro dos negócios no setor de bens de alto padrão.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word">Enquanto a indústria de luxo europeia continua a navegar por um cenário macroeconômico desafiador, marcado por volatilidade cambial, oscilações na demanda do mercado chinês e custos operacionais crescentes, iniciativas independentes e parcerias transatlânticas surgem como alternativas viáveis para executivos que buscam escapar das burocracias dos grandes conglomerados. Para Donatella Versace, o retorno ao mercado não representa apenas uma nova empreitada comercial, mas a afirmação de sua relevância em um ecossistema econômico em constante mutação, onde a capacidade de reinvenção continua a ser o principal ativo de sobrevivência para os grandes nomes da criação artística mundial.</p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word"><strong class="font-semibold">Fontes:</strong></p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word"><em class="italic">Revolve &#8211; comunicados ao mercado e informações corporativas sobre parcerias estratégicas globais</em></p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word"><em class="italic">Prada Group &#8211; fatos relevantes e documentos societários referentes à aquisição da grife Versace</em></p>
<p class="my-2 first:mt-0 last:mb-0 whitespace-pre-wrap wrap-break-word"><em class="italic">Câmara Nacional da Moda Italiana &#8211; calendário oficial, relatórios setoriais e diretrizes operacionais da Semana de Moda de Milão</em></p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Do crochê ao luxo: o artesanato brasileiro ganha espaço no circuito da moda em Milão</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/do-croche-ao-luxo-o-artesanato-brasileiro-ganha-espaco-no-circuito-da-moda-em-milao</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Isabella Monteiro - Repórter de Moda]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 02:58:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
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					<description><![CDATA[A moda brasileira chega a Milão em setembro de 2026 com uma proposta que vai além das tendências de temporada. Em coleções que combinam técnicas artesanais, matérias-primas naturais e referências culturais regionais, marcas e estilistas brasileiros mostram que o trabalho manual pode ocupar espaços relevantes no mercado internacional sem perder a identidade de suas origens. [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A moda brasileira chega a Milão em setembro de 2026 com uma proposta que vai além das tendências de temporada. Em coleções que combinam técnicas artesanais, matérias-primas naturais e referências culturais regionais, marcas e estilistas brasileiros mostram que o trabalho manual pode ocupar espaços relevantes no mercado internacional sem perder a identidade de suas origens.</p>
<p>A iniciativa Brazilian Sustainable Fashion in Milan reúne nomes de diferentes partes do país durante a programação da moda italiana. Pará, Paraíba e Alagoas estão entre os territórios representados por criadoras que levam para a Europa técnicas transmitidas entre gerações, reinterpretadas em peças contemporâneas.</p>
<p>Crochê, renda filé, bordados, aplicações e tingimentos naturais aparecem como elementos centrais de uma produção que aproxima artesanato, design e sustentabilidade.</p>
<p>Mais do que reproduzir referências folclóricas, a proposta é transformar saberes tradicionais em linguagem de moda capaz de dialogar com um público internacional.</p>
<h2>Da cultura regional para a passarela internacional</h2>
<p>Entre as participantes está a estilista paraense Ludimila Heringer, que desenvolveu uma coleção inspirada na folha da mandioca-brava.</p>
<p>O elemento da flora brasileira aparece traduzido em uma construção visual que combina crochê, tons de cru, rosa e verde, além de tingimento natural e estamparia botânica. A coleção também explora diferentes espessuras de fios, relevos e aplicações bordadas, criando uma superfície rica em textura.</p>
<p>A escolha do crochê não é apenas estética. A técnica permite construir volumes, desenhos e acabamentos manualmente, tornando cada peça parte de um processo no qual tempo e trabalho são componentes essenciais do produto final.</p>
<p>Depois da apresentação em Milão, o trabalho de Ludimila segue para outros espaços de circulação comercial e profissional, ampliando a possibilidade de contato com compradores e agentes do mercado internacional.</p>
<p>A trajetória mostra como uma técnica tradicional pode ser reposicionada quando inserida em uma coleção contemporânea, sem precisar abandonar a origem cultural que lhe deu sentido.</p>
<h2>As mulheres que sustentam a tradição</h2>
<p>A Paraíba aparece no projeto por meio da Natural Cotton Color e da coleção “Paraibê-a-ba, Mulheres de Fibra”.</p>
<p>O trabalho homenageia mulheres artesãs e transforma técnicas tradicionais do Sertão e do Agreste em roupas concebidas para um circuito internacional.</p>
<p>As peças foram desenvolvidas a partir de oficinas realizadas com artesãs de comunidades de Ingá e Monteiro. Nesse processo, o conhecimento manual deixa de ser apenas uma etapa produtiva e passa a integrar o conceito da coleção.</p>
<p>A renda filé e o crochê assumem protagonismo em peças que levam para a moda contemporânea técnicas vinculadas à história e ao cotidiano dessas regiões.</p>
<p>Existe também uma dimensão econômica nessa aproximação entre artesanato e mercado de luxo. Ao chegar a uma vitrine internacional, o trabalho artesanal ganha possibilidade de novos compradores, parcerias e encomendas, além de ampliar a visibilidade de comunidades que tradicionalmente permanecem distantes dos grandes centros de moda.</p>
<h2>Alagoas amplia presença no calendário italiano</h2>
<figure id="attachment_173038" aria-describedby="caption-attachment-173038" style="width: 1600px" class="wp-caption aligncenter"><img fetchpriority="high" decoding="async" class="size-full wp-image-173038" src="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao.jpeg" alt="Do crochê ao luxo: o artesanato brasileiro ganha espaço no circuito da moda em Milão-Revista Estilo" width="1600" height="1066" title="Do crochê ao luxo: o artesanato brasileiro ganha espaço no circuito da moda em Milão - Revista ESTILO" srcset="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao.jpeg 1600w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao-300x200.jpeg 300w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao-1024x682.jpeg 1024w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao-768x512.jpeg 768w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao-1536x1023.jpeg 1536w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao-150x100.jpeg 150w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao-750x500.jpeg 750w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/alinamaralmilao-1140x760.jpeg 1140w" sizes="(max-width: 1600px) 100vw, 1600px" /><figcaption id="caption-attachment-173038" class="wp-caption-text">Alina Amaral/Reprodução</figcaption></figure>
<p>A estilista alagoana Alina Amaral participa do projeto com a coleção “Avesso do Céu”, desenvolvida a partir do trabalho de 22 bordadeiras.</p>
<p>A criação reforça a presença do Nordeste no circuito internacional e leva para Milão uma abordagem em que o bordado funciona como elemento estrutural do design.</p>
<p>Outro marco da participação é o fato de Alina ser apresentada como a primeira estilista alagoana a desfilar em Milão com o selo FOE. A estreia amplia a representação de estados brasileiros fora dos principais polos tradicionais da indústria nacional.</p>
<p>A presença dessas coleções também ajuda a mudar a percepção sobre o que pode ser considerado moda brasileira no exterior. Em vez de uma estética única associada ao país, diferentes regiões aparecem com suas próprias técnicas, cores, matérias-primas e histórias.</p>
<h2>White Milano transforma criatividade em negócio</h2>
<p>A agenda brasileira não termina na passarela.</p>
<p>Dois dias depois da apresentação da Semana de Moda de Milão, a programação segue para a White Milano, feira voltada ao design independente e à geração de negócios.</p>
<p>O evento reúne 23 marcas brasileiras, criando um ambiente mais diretamente relacionado à comercialização e ao contato profissional com compradores, distribuidores e outros agentes do setor.</p>
<p>Ludimila Heringer retorna ao espaço com uma coleção que explora novamente o crochê, desta vez incorporando referências como açaí e madeira.</p>
<p>A participação de Gabriela Fiuza também amplia a leitura sobre o potencial do trabalho manual brasileiro. Sua coleção revisita o crochê a partir de uma combinação de fios de poliamida e algodão, com flores gráficas e elementos tridimensionais.</p>
<p>Broches, aplicações e acessórios complementam as peças, enquanto os tradicionais rococós são reinterpretados como franjas — recurso que já se tornou uma característica recorrente do trabalho da marca.</p>
<p>A proposta demonstra que o artesanato pode deixar de ocupar uma posição exclusivamente ligada ao feito à mão e assumir funções de linguagem, acabamento e identidade dentro de um produto contemporâneo.</p>
<h2>Sustentabilidade que passa pelo processo</h2>
<p>A discussão sobre sustentabilidade na moda muitas vezes se concentra no material utilizado, mas a produção artesanal introduz outra dimensão: o processo.</p>
<p>Peças feitas manualmente podem envolver cadeias produtivas menores, participação direta de artesãos e técnicas que dependem menos de processos industriais intensivos. Isso não significa, por si só, que todo produto artesanal seja automaticamente sustentável, mas cria possibilidades diferentes para pensar produção, origem e valor.</p>
<p>No projeto brasileiro em Milão, o tema aparece associado ao uso de tingimentos naturais, fibras, reaproveitamento de técnicas tradicionais e valorização do trabalho especializado.</p>
<p>Existe ainda o componente da longevidade. Uma peça cuja construção valoriza técnica, acabamento e identidade pode ser apresentada como um objeto de moda pensado para atravessar mais de uma temporada.</p>
<p>Essa lógica se aproxima de uma transformação maior observada no mercado de luxo, no qual origem, processo e história passaram a integrar a narrativa de valor do produto.</p>
<h2>O feito à mão como assinatura de design</h2>
<p>O crochê, a renda e o bordado são frequentemente associados à memória afetiva e às tradições familiares. Em Milão, essas mesmas técnicas aparecem inseridas em um contexto completamente diferente: o de uma indústria global que reúne design, varejo, imprensa especializada e compradores internacionais.</p>
<p>O encontro entre esses universos é justamente o que dá força ao movimento.</p>
<p>Quando uma técnica regional é levada para uma coleção contemporânea, ela deixa de ser apenas um registro de tradição e passa a funcionar também como ferramenta de criação. Um ponto de crochê pode construir uma silhueta; uma renda pode definir a transparência de uma peça; um bordado pode transformar uma superfície inteira em elemento gráfico.</p>
<p>O trabalho manual passa, assim, a ser parte do vocabulário do design.</p>
<h2>Um novo olhar sobre a moda brasileira</h2>
<p>A presença de 23 marcas brasileiras na White Milano, somada às apresentações da Semana de Moda de Milão, reforça uma estratégia de internacionalização que aposta menos na reprodução de tendências estrangeiras e mais na capacidade de apresentar uma identidade própria.</p>
<p>Essa identidade não é uniforme. Ela vem das bordadeiras da Paraíba, das referências amazônicas do Pará, das técnicas alagoanas e de uma série de outros saberes que podem ser transformados em produto contemporâneo.</p>
<p>O desafio está em fazer essa internacionalização preservar o valor de origem. Para que o artesanato seja tratado como design, não basta levar a técnica para fora do país. É necessário também reconhecer quem produz, preservar o conhecimento envolvido e construir modelos comerciais que permitam que essa cadeia continue existindo.</p>
<p>Em Milão, crochê, renda filé e bordado deixam de ser apenas técnicas tradicionais e passam a ocupar outro lugar no imaginário da moda brasileira: o de ferramentas de criação capazes de traduzir território, memória e cultura em peças destinadas ao mercado internacional.</p>
<p>Mais do que uma temporada de desfiles, a participação brasileira mostra que o feito à mão pode atravessar fronteiras sem perder aquilo que o torna singular.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Roupa com mau cheiro depois de lavar? Estudos explicam por que o odor volta</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/roupa-mau-cheiro-depois-de-lavar</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Rafael Coutinho - Repórter de Lifestyle]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 02:31:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Comportamento]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[bactérias nas roupas]]></category>
		<category><![CDATA[biofilme]]></category>
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		<category><![CDATA[roupas lavadas]]></category>
		<category><![CDATA[secagem de roupas]]></category>
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					<description><![CDATA[Você tira a camiseta da máquina, sente aquele perfume agradável de roupa recém-lavada e guarda a peça convencida de que o problema acabou. Horas depois — às vezes assim que veste novamente — o cheiro desagradável retorna, especialmente na região das axilas. Se isso já aconteceu, a explicação pode estar menos na quantidade de sabão [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Você tira a camiseta da máquina, sente aquele perfume agradável de roupa recém-lavada e guarda a peça convencida de que o problema acabou. Horas depois — às vezes assim que veste novamente — o cheiro desagradável retorna, especialmente na região das axilas. Se isso já aconteceu, a explicação pode estar menos na quantidade de sabão usada e mais no que acontece em escala microscópica dentro das fibras.</p>
<p>Pesquisas sobre microbiologia têxtil mostram que bactérias provenientes da pele podem aderir aos tecidos, alimentar-se de componentes presentes no suor e no sebo e formar estruturas difíceis de remover completamente durante a lavagem. O tipo de fibra também interfere nesse processo: o poliéster, por exemplo, apresentou comportamento diferente do algodão em experimentos controlados.</p>
<p>Um estudo publicado na revista científica <em>Microbiology Spectrum</em> demonstrou que bactérias associadas às axilas conseguem permanecer fortemente ligadas às fibras depois que o tecido seca. A pesquisa não é nova — foi publicada em outubro de 2021 —, mas continua sendo uma das referências para entender por que algumas roupas acumulam odor mesmo depois de passar pela máquina.</p>
<p>A ciência avançou desde então. Em março de 2026, outro trabalho analisou especificamente a combinação entre lavagem doméstica em baixa temperatura e diferentes formas de secagem. A conclusão acrescenta uma peça importante ao quebra-cabeça: secar corretamente não é simplesmente uma questão de conforto ou praticidade. A etapa pode ter papel decisivo na redução dos micro-organismos que sobrevivem à lavagem.</p>
<h2>O cheiro não vem simplesmente do suor</h2>
<p>Apesar de ser comum dizer que uma roupa está com “cheiro de suor”, a história é mais complexa.</p>
<p>Quando transpiramos, micro-organismos naturalmente presentes na pele chegam ao tecido junto com suor e secreções. Algumas dessas bactérias metabolizam componentes do suor e principalmente do sebo, produzindo compostos voláteis associados ao mau odor.</p>
<p>No estudo da <em>Microbiology Spectrum</em>, pesquisadores da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, criaram um modelo experimental para acompanhar quatro etapas da relação entre bactérias e tecidos: adesão, crescimento, secagem e lavagem.</p>
<p>Foram analisadas fibras de algodão e poliéster em contato com espécies bacterianas encontradas na região das axilas, além de suor e sebo artificiais.</p>
<p>Os pesquisadores observaram que as bactérias podiam formar biofilmes nas fibras. Em termos simples, biofilme é uma comunidade de micro-organismos aderida a uma superfície e envolvida por uma matriz que dificulta sua remoção.</p>
<p>Quando essa colonização permanece no tecido mesmo após a lavagem, substâncias responsáveis pelo mau cheiro também podem continuar presentes.</p>
<p>Isso ajuda a explicar a sensação frustrante de que a peça estava perfeitamente limpa até ser vestida novamente.</p>
<p>Há, porém, uma nuance importante: o estudo não demonstrou simplesmente que bactérias ficam “adormecidas e acordam” assim que a pessoa sua, como algumas explicações populares sugerem. Os pesquisadores observaram que a atividade bacteriana cai durante a secagem. Mesmo assim, resíduos do biofilme podem permanecer presos às fibras, reter compostos de odor e ainda servir como fonte de nutrientes quando novas bactérias chegam ao tecido durante outro uso.</p>
<h2>Poliéster pode segurar mais bactérias e sebo</h2>
<p>Quem sente que determinadas roupas esportivas começam a cheirar mais rapidamente pode encontrar uma pista na própria composição do tecido.</p>
<p>No experimento dinamarquês, o poliéster mostrou-se mais hidrofóbico — ou seja, tem maior afinidade com substâncias oleosas e menor afinidade com água — do que o algodão.</p>
<p>Os pesquisadores observaram que mais bactérias aderiram ao poliéster. O tecido sintético também absorveu mais sebo, que funciona como uma importante fonte de nutrientes para os micro-organismos estudados.</p>
<p>Já o algodão absorveu e reteve mais água.</p>
<p>Isso não significa que toda roupa de poliéster inevitavelmente ficará com cheiro ruim ou que algodão seja sempre uma escolha superior. Modelagem do tecido, acabamento, frequência de uso, tipo de suor, lavagem e secagem também interferem.</p>
<p>Mas os resultados ajudam a explicar por que peças esportivas sintéticas podem desenvolver aquele odor característico depois de usos sucessivos.</p>
<p>No estudo, a maior disponibilidade de sebo no poliéster foi associada a maior atividade bacteriana inicial. Os autores apontam que esse mecanismo pode contribuir para a produção mais intensa e rápida de mau odor em tecidos sintéticos.</p>
<h2>O detalhe surpreendente: deixar a roupa suada secar pode dificultar a lavagem</h2>
<p>Existe outro achado que chama atenção.</p>
<p>Os pesquisadores verificaram que a secagem da roupa antes da lavagem aumentou a força com que algumas bactérias ficaram presas às fibras.</p>
<p>Antes da secagem, grande parte dos micro-organismos estava associada ao tecido de forma relativamente frouxa e podia ser removida com maior facilidade. Depois de o material secar, mais bactérias permaneceram firmemente aderidas mesmo após um procedimento de lavagem experimental intenso.</p>
<p>Na prática, isso ajuda a entender por que deixar repetidamente uma camiseta de academia usada no cesto por muito tempo pode contribuir para a persistência do odor.</p>
<p>Mas aqui aparece uma aparente contradição: se secar antes da lavagem pode favorecer uma adesão mais resistente, por que a secagem depois da lavagem é tão importante?</p>
<p>Porque estamos falando de momentos diferentes do ciclo da roupa.</p>
<p>Depois que a peça já foi lavada, eliminar a umidade restante reduz as condições necessárias para a sobrevivência e atividade de diversos micro-organismos. E justamente esse segundo ponto ganhou novas evidências em 2026.</p>
<h2>Secar direito importa tanto quanto parece</h2>
<p>Um estudo publicado em março de 2026 na revista <em>Environmental Technology &amp; Innovation</em> analisou tecidos de algodão inoculados com micro-organismos e submetidos a uma lavagem doméstica a 30 °C com detergente comercial.</p>
<p>Depois, os pesquisadores compararam diferentes formas de secagem.</p>
<p>A lavagem em baixa temperatura, isoladamente, produziu redução microbiana limitada. A etapa seguinte fez uma diferença expressiva: todos os métodos de secagem testados reduziram adicionalmente a presença dos micro-organismos.</p>
<p>Nos experimentos, tanto a secagem mecânica em alta como em baixa temperatura eliminou a maior parte dos micro-organismos avaliados. A secagem controlada ao ar livre dentro de ambiente interno também provocou redução significativa.</p>
<p>Isso não significa que todo mundo precise usar secadora — muito menos que todas as roupas devam ser submetidas a temperaturas elevadas. Tecidos diferentes possuem limites diferentes, e a etiqueta de conservação da peça continua sendo a referência para definir o processo adequado.</p>
<p>O que o trabalho reforça é algo mais simples: <strong>a roupa precisa efetivamente secar</strong>.</p>
<p>Deixar peças amontoadas e úmidas durante períodos prolongados depois que o ciclo termina vai na direção oposta.</p>
<p>Fernando Martins, fundador da Super Branco Lavanderia, resume o problema de forma prática: “Não adianta lavar bem se a roupa não seca direito depois. Peça úmida por muito tempo, seja no cesto ou dentro da própria máquina, é ambiente perfeito para as bactérias se multiplicarem de novo”.</p>
<p>A afirmação coincide, em linhas gerais, com a importância atribuída à disponibilidade de umidade nos estudos microbiológicos, embora os resultados laboratoriais não permitam concluir que qualquer processo profissional específico seja automaticamente superior a uma lavagem doméstica bem executada.</p>
<h2>E a própria máquina? Ela também pode participar do problema</h2>
<p>Existe ainda um personagem que normalmente fica fora da investigação: a máquina de lavar.</p>
<p>Um estudo publicado em julho de 2026 analisou comunidades bacterianas existentes em máquinas domésticas classificadas pelos usuários como tendo ou não odor desagradável.</p>
<p>Os pesquisadores encontraram micro-organismos em regiões como compartimento de detergente, vedação da porta e sistema de drenagem. A composição variou principalmente conforme a região da máquina examinada.</p>
<p>O compartimento de detergente apresentou a associação mais consistente com as máquinas percebidas como malcheirosas, embora os próprios autores façam uma ressalva: as diferenças gerais entre máquinas com e sem odor foram relativamente sutis.</p>
<p>Na borracha da porta, uma das espécies encontradas em abundância foi <em>Moraxella osloensis</em>, bactéria que pesquisas anteriores já relacionaram ao mau odor em roupas.</p>
<p>O estudo não permite dizer que uma determinada bactéria seja a culpada por todo cheiro desagradável. Os pesquisadores destacam que o odor provavelmente depende da atividade metabólica de populações específicas, das condições ambientais e de outros fatores — e não simplesmente do número total de bactérias presentes na máquina.</p>
<p>Ainda assim, a descoberta acrescenta uma boa razão para não esquecer da higienização do próprio equipamento.</p>
<h2>Mais sabão nem sempre ataca a causa do problema</h2>
<p>Diante de uma roupa que insiste em apresentar odor, a reação intuitiva costuma ser aumentar a quantidade de produto ou tentar compensar com amaciante muito perfumado.</p>
<p>Só que perfume e remoção microbiológica são coisas diferentes.</p>
<p>Se o problema estiver relacionado a resíduos, biofilmes ou micro-organismos fortemente aderidos às fibras, simplesmente fazer a roupa exalar uma fragrância mais intensa não significa necessariamente ter eliminado sua origem.</p>
<p>É por isso que a investigação deve começar pelos hábitos.</p>
<p>Uma camiseta usada em treino intenso ficou vários dias no cesto antes da lavagem? A máquina permaneceu fechada depois do ciclo? A roupa foi guardada ainda ligeiramente úmida? A peça é de poliéster e acumula odor sobretudo nas axilas? O cheiro parece vir também da máquina?</p>
<p>Esses detalhes podem dar pistas melhores do que simplesmente acrescentar outra dose de produto.</p>
<h2>O que fazer quando a roupa continua cheirando depois de lavada</h2>
<p>Alguns hábitos podem reduzir as condições que favorecem a persistência do odor:</p>
<ul>
<li>não deixar roupas molhadas esquecidas dentro da máquina depois que o ciclo terminou;</li>
<li>garantir que a peça esteja completamente seca antes de guardá-la;</li>
<li>observar as instruções de temperatura e lavagem indicadas na etiqueta;</li>
<li>dar atenção especial às peças esportivas e sintéticas que acumulam suor repetidamente;</li>
<li>manter compartimentos de detergente, borrachas, filtros e outras partes acessíveis da máquina limpos conforme as orientações do fabricante;</li>
<li>evitar acreditar que uma fragrância intensa seja sinônimo de descontaminação;</li>
<li>quando o odor persistir, verificar se o problema está na peça ou na própria máquina.</li>
</ul>
<p>E existe uma diferença importante entre mau cheiro e risco sanitário. Uma roupa que desenvolveu odor não deve automaticamente ser tratada como perigosa à saúde. Os estudos sobre microbiologia têxtil analisam processos de colonização e sobrevivência de micro-organismos, mas cheiro desagradável, por si só, não é diagnóstico de contaminação perigosa.</p>
<p>Da mesma forma, temperaturas maiores podem aumentar a redução de determinados micro-organismos, mas não devem ser usadas indiscriminadamente: algumas fibras, estampas e peças delicadas podem ser danificadas.</p>
<h2>Então por que o cheiro reaparece?</h2>
<p>A resposta curta é: porque lavar uma roupa não significa necessariamente remover tudo o que ficou aderido às fibras.</p>
<p>Suor e sebo alimentam bactérias; algumas fibras favorecem mais a adesão e retenção desses compostos; o processo de secagem antes da lavagem pode fortalecer a fixação bacteriana; e uma secagem inadequada depois da lavagem mantém umidade disponível por mais tempo.</p>
<p>Somados, esses fatores ajudam a transformar uma camiseta aparentemente limpa naquela peça que recupera o cheiro poucos minutos depois de vestida.</p>
<p>A boa notícia é que entender o mecanismo muda também a solução. Em vez de simplesmente tentar esconder o odor com mais perfume, vale olhar para o ciclo completo da roupa — do momento em que ela sai do corpo até a hora em que volta para o armário.</p>
<p>Às vezes, o verdadeiro segredo da sensação de roupa limpa não está em usar mais produto. Está em lavar, enxaguar e, principalmente, <strong>deixar secar de verdade</strong>.</p>
]]></content:encoded>
					
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Fazenda 18: veja quais procedimentos estéticos os peões já fizeram</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/a-fazenda-18-procedimentos-esteticos-peoes</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Bruno Azevedo - Repórter de Celebridades]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 19 Sep 2026 01:22:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gente]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[A Fazenda 18]]></category>
		<category><![CDATA[autoestima]]></category>
		<category><![CDATA[beleza]]></category>
		<category><![CDATA[Catherine Bascoy]]></category>
		<category><![CDATA[cirurgia plástica]]></category>
		<category><![CDATA[Fran Grossi]]></category>
		<category><![CDATA[harmonização facial]]></category>
		<category><![CDATA[Jônatas Faro]]></category>
		<category><![CDATA[Lucas Bissoli]]></category>
		<category><![CDATA[procedimentos estéticos]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Del Bianco]]></category>
		<category><![CDATA[Stephanie Gomes]]></category>
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					<description><![CDATA[A porteira de A Fazenda 18 mal abriu e, além das primeiras alianças, provas e conflitos, outro assunto começou a despertar a curiosidade do público: as transformações estéticas de alguns dos participantes. O reality da Record estreou em 14 de setembro e reuniu nomes com trajetórias bastante diferentes — mas vários deles já falaram publicamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A porteira de <em>A Fazenda 18</em> mal abriu e, além das primeiras alianças, provas e conflitos, outro assunto começou a despertar a curiosidade do público: as transformações estéticas de alguns dos participantes. O reality da Record estreou em 14 de setembro e reuniu nomes com trajetórias bastante diferentes — mas vários deles já falaram publicamente sobre procedimentos feitos no rosto ou no corpo antes do confinamento.</p>
<p>Harmonização facial, preenchimento, toxina botulínica, lipoaspiração, abdominoplastia, mastopexia e enxerto de gordura aparecem nesse histórico. Mais do que montar uma lista de “antes e depois”, porém, observar essas escolhas ajuda a entender uma conversa cada vez mais presente no universo da beleza: onde termina o desejo individual de mudar a aparência e onde começa a pressão por um padrão estético?</p>
<p>Há ainda uma questão essencial. Procedimento estético não é filtro de rede social. Técnicas minimamente invasivas podem provocar efeitos indesejados e cirurgias envolvem riscos, recuperação e indicação individual. Por isso, histórias de celebridades podem despertar curiosidade, mas não funcionam como recomendação médica.</p>
<p>O cirurgião plástico Luiz Haroldo Pereira, ouvido em material encaminhado à <em>Revista Estilo</em>, ressalta justamente que cada intervenção exige avaliação personalizada, levando em conta anatomia, expectativas e condições clínicas. Atualmente, Pereira também aparece na Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica como regente do Capítulo de Lipoescultura da entidade.</p>
<h2>Catherine Bascoy e a harmonização que virou assunto nas redes</h2>
<p>Catherine Bascoy já conhecia de perto o escrutínio sobre a aparência muito antes de entrar em <em>A Fazenda 18</em>. Em 2023, a influenciadora chamou atenção ao mostrar nas redes sociais o resultado de uma nova harmonização facial. Na ocasião, ela contou que ainda estava com inchaço e marcas poucos dias depois do procedimento, enquanto imagens comparando diferentes fases de seu rosto começaram a circular.</p>
<p>A própria trajetória de Catherine ilustra um dos problemas dos famosos “antes e depois”: uma fotografia feita durante o período de recuperação pode não representar o resultado definitivo. Inchaço, edema e pequenos hematomas podem fazer parte dos primeiros dias após determinados procedimentos.</p>
<p>Harmonização facial, vale lembrar, não corresponde a uma única técnica. O termo pode reunir diferentes intervenções feitas de acordo com as características do rosto, incluindo preenchimentos e outros procedimentos destinados a alterar proporções, volumes ou contornos.</p>
<p>Pereira explica que a avaliação deve considerar o rosto como um conjunto, e não uma sequência de áreas isoladas. Segundo o especialista, nem sempre realizar intervenções em vários pontos significa obter um resultado melhor.</p>
<p>A discussão também toca em uma mudança importante no comportamento de beleza. Se por muito tempo celebridades escondiam cirurgias ou procedimentos, hoje é comum que influenciadores documentem sessões, pós-operatórios e transformações quase em tempo real. A exposição, porém, cria um efeito colateral: resultados ainda em evolução passam imediatamente pelo julgamento de milhares de pessoas.</p>
<h2>Stephanie Gomes: cirurgia, corpo e uma história atravessada pela gordofobia</h2>
<p>Stephanie Gomes, filha de Solange Gomes, tem uma relação ainda mais pessoal com o tema. Em março de 2024, ela passou por lipoaspiração, abdominoplastia e enxerto de gordura nos glúteos; também relatou ter feito lipoaspiração nos braços. Antes das cirurgias, havia perdido cerca de 12 quilos.</p>
<p>A transformação, no entanto, não foi contada por Stephanie apenas como uma questão estética. Em entrevista ao <em>gshow</em> em 2025, ela relacionou sua insatisfação corporal a episódios de bullying e gordofobia que sofreu anteriormente nas redes sociais. Segundo a influenciadora, a cirurgia era um desejo que carregava desde a adolescência e teve impacto na maneira como passou a enxergar o próprio corpo.</p>
<p>Esse contexto torna sua história especialmente relevante para uma discussão sobre comportamento. Decisões estéticas acontecem dentro de um ambiente em que mulheres continuam sendo avaliadas pelo peso, pela idade, pelo formato do corpo e até pela maneira como envelhecem. Ao mesmo tempo, satisfação pessoal e autonomia corporal também fazem parte dessa equação — e uma coisa não necessariamente exclui a outra.</p>
<p>Do ponto de vista médico, lipoaspiração e abdominoplastia cumprem funções diferentes. A primeira é utilizada para remodelar determinadas áreas por meio da retirada de gordura localizada. Já a abdominoplastia é uma cirurgia destinada, entre outras indicações, ao tratamento do excesso de pele e da flacidez abdominal. Nenhuma das duas deve ser entendida simplesmente como método para emagrecer.</p>
<h2>Fran Grossi fez mastopexia, lipo HD e enxerto após a maternidade</h2>
<p>Fran Grossi também tornou pública uma transformação corporal importante. Em 2022, depois do nascimento e do período de amamentação do filho Enrico, a ex-BBB contou que faria três procedimentos: mastopexia com prótese, lipoescultura HD e enxerto de gordura nos glúteos. Na época, afirmou que a decisão estava relacionada à forma como se sentia em relação ao próprio corpo após a maternidade.</p>
<p>A participante aparece no elenco oficial de <em>A Fazenda 18</em> como influenciadora, atleta e modelo.</p>
<p>A mastopexia é uma cirurgia voltada ao reposicionamento das mamas e à retirada de excesso de pele. Dependendo do caso e do objetivo da paciente, pode ou não ser combinada ao implante de prótese.</p>
<p>Já a chamada lipo HD procura aumentar a definição dos contornos corporais a partir da forma como a gordura é retirada. Isso não significa, porém, “fabricar” músculos por meio da cirurgia. O resultado está diretamente relacionado à anatomia, à distribuição de gordura e às características individuais de cada pessoa.</p>
<p>No material encaminhado à <em>Revista Estilo</em>, Pereira chama atenção ainda para um ponto que costuma desaparecer diante das fotos de resultado: combinar várias cirurgias exige planejamento. Tempo cirúrgico, exames, condições clínicas e extensão das áreas tratadas precisam entrar na avaliação, e nem todo paciente é candidato a realizar vários procedimentos na mesma operação.</p>
<h2>Lucas Bissoli e Jônatas Faro mostram que estética deixou de ser assunto só de mulheres</h2>
<p>A presença de Lucas Bissoli e Jônatas Faro no grupo chama atenção para outra transformação cultural: procedimentos estéticos masculinos deixaram de ocupar um espaço discreto no universo da beleza.</p>
<p>Depois do <em>BBB 22</em>, Lucas passou por harmonização facial. Em entrevistas na época, contou que havia optado por pequenas intervenções e que buscava um resultado natural. Ele também colocou lentes de contato dentais e falou abertamente sobre cuidados com a aparência. Hoje, aos 36 anos, Lucas está novamente confinado em um reality — desta vez já formado em Medicina, segundo a apresentação oficial da Record.</p>
<p>Jônatas Faro viveu experiência semelhante. O ator chegou a provocar intensa repercussão nas redes depois de aparecer com alterações no rosto. Em 2025, voltou ao assunto e disse que estava em uma fase de busca por uma aparência mais natural.</p>
<p>O movimento acompanha uma mudança mais ampla na relação masculina com beleza e autocuidado. Tratamentos de pele, procedimentos injetáveis e intervenções destinadas ao contorno facial já não são apresentados exclusivamente como práticas femininas.</p>
<p>Isso não significa, entretanto, que exista um “rosto masculino ideal”. Mandíbula marcada e queixo projetado podem até aparecer com frequência no imaginário da harmonização, mas transformar essas características em fórmula reproduz exatamente um dos problemas associados aos padrões estéticos: substituir individualidade por um molde.</p>
<h2>Renata Del Bianco já contou que teve complicação após toxina botulínica</h2>
<p>Entre as histórias do elenco, a de Renata Del Bianco funciona também como um lembrete de que procedimentos aparentemente simples não são isentos de intercorrências.</p>
<p>Em 2021, a atriz, conhecida desde a primeira versão de <em>Chiquititas</em>, contou em entrevista que perdeu temporariamente o movimento da região inferior de um dos olhos depois de uma aplicação de toxina botulínica. Segundo Renata, o efeito persistiu por cerca de seis meses. Ela relatou ainda dificuldade para beber água durante o período inicial de recuperação de um preenchimento labial, quando os lábios estavam bastante inchados.</p>
<p>Hoje, Renata integra oficialmente o elenco de <em>A Fazenda 18</em>.</p>
<p>A toxina botulínica é amplamente empregada na estética e possui efeito temporário, mas sua aplicação exige conhecimento anatômico e dosagem adequada. Em nota técnica, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica destaca a importância de produtos regularizados e de profissionais qualificados, lembrando que produtos falsificados, doses inadequadas e aplicações feitas sem capacitação podem elevar o risco de complicações.</p>
<p>No caso de procedimentos injetáveis, sinais inesperados precisam ser avaliados pelo profissional responsável. Dor intensa, alteração importante da coloração da pele ou sintomas que ultrapassem o esperado para a recuperação não devem ser tratados apenas como parte normal do processo.</p>
<h2>Entre o desejo de mudar e a liberdade de continuar igual</h2>
<p>Os procedimentos dos participantes de <em>A Fazenda 18</em> contam histórias muito diferentes. Há quem tenha buscado mudanças depois da maternidade, quem fale em autoestima, quem prefira pequenas alterações no rosto e quem tenha enfrentado uma experiência negativa.</p>
<p>Colocadas lado a lado, essas trajetórias também revelam algo sobre o momento atual da beleza: nunca tivemos tantas ferramentas para modificar a aparência — e talvez nunca tenhamos visto tantos rostos e corpos sendo avaliados simultaneamente.</p>
<p>Nesse cenário, autocuidado não precisa significar intervenção. Uma mulher pode decidir fazer uma cirurgia plástica e se sentir melhor com ela; outra pode escolher não modificar absolutamente nada. Ambas as escolhas pertencem à mesma ideia de autonomia.</p>
<p>Para quem considera qualquer procedimento, a imagem de uma celebridade pode servir de inspiração estética, mas não de indicação médica. Anatomia, histórico clínico, expectativas, riscos, recuperação e qualificação de quem executará o tratamento são muito mais importantes do que reproduzir o rosto ou o corpo que apareceu no feed.</p>
<p>No fim, a conversa mais interessante provocada pelos peões talvez não seja descobrir exatamente “o que cada um fez”. É perceber como beleza, autoestima, exposição e pressão social se misturam — e lembrar que, fora das câmeras, não existe transformação estética universalmente certa. Existe aquela que faz sentido para cada pessoa, desde que seja uma decisão informada, consciente e segura.</p>
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		<title>Rock in Rio 2026: veja como montar um look confortável e estiloso para o festival</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/rock-in-rio-2026-looks-confortaveis-festival</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Eduardo Salgado - Repórter de Moda]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 18:21:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Cidade do Rock]]></category>
		<category><![CDATA[festival de música]]></category>
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		<category><![CDATA[roupas para festival]]></category>
		<category><![CDATA[tendências de moda]]></category>
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					<description><![CDATA[O Rock in Rio 2026 começa nesta sexta-feira (4) na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, e a escolha da roupa passa a ser tão estratégica quanto a programação dos palcos para quem pretende passar várias horas no festival. A edição será realizada em 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Rock in Rio 2026 começa nesta sexta-feira (4) na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, e a escolha da roupa passa a ser tão estratégica quanto a programação dos palcos para quem pretende passar várias horas no festival. A edição será realizada em 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13 de setembro, período em que o público poderá enfrentar calor, chuva e queda acentuada de temperatura ao longo do dia e especialmente à noite.</p>
<p>A situação meteorológica reforça a necessidade de montar uma produção adaptável. A previsão aponta máximas de 28°C no sábado (5), 25°C no domingo (6) e 24°C na segunda-feira (7), enquanto as mínimas previstas recuam para 19°C, 17°C e 15°C, respectivamente. Para quem chega cedo e permanece até os últimos shows, isso significa lidar com uma diferença térmica que pode alterar completamente a sensação térmica ao longo do festival.</p>
<p>Nesse cenário, a lógica do look de festival em 2026 se afasta de produções montadas apenas para fotografia. Modelagens amplas, sobreposições, acessórios utilitários e calçados capazes de suportar muitas horas em pé ganham espaço. Publicações especializadas em moda também apontam xadrez, crochê, referências western, camisetas e combinações com bermudas entre as alternativas para a edição deste ano.</p>
<p>O primeiro princípio é simples: a roupa precisa acompanhar a rotina do evento. Quem pretende circular entre os palcos, enfrentar filas, caminhar por grandes distâncias e permanecer em áreas abertas deve priorizar tecidos e peças que permitam movimentação. Uma produção visualmente elaborada perde funcionalidade quando aperta, esquenta excessivamente ou exige ajustes constantes.</p>
<h2>Modelagens amplas ganham espaço na Cidade do Rock</h2>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-171433" src="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion.webp" alt="Rock in Rio 2026: como montar um look confortável para encarar os sete dias de festival-Revista Estilo" width="1280" height="1920" title="Rock in Rio 2026: veja como montar um look confortável e estiloso para o festival - Revista ESTILO" srcset="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion.webp 1280w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion-200x300.webp 200w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion-683x1024.webp 683w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion-768x1152.webp 768w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion-1024x1536.webp 1024w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion-150x225.webp 150w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion-750x1125.webp 750w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_walkway_motion-1140x1710.webp 1140w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Calças oversized, cargos, baggy, jogger e outros modelos de pernas mais largas formam uma das bases mais adequadas para um dia inteiro de festival. Além de permitirem maior liberdade de movimento, elas facilitam a composição com camisetas, regatas e peças de diferentes volumes. A tendência aparece entre as principais apostas de moda para o Rock in Rio 2026.</p>
<p>A lógica também funciona com bermudas amplas, incluindo versões jeans mais soltas. O resultado é particularmente interessante para quem quer um visual informal sem recorrer ao short muito curto ou a peças excessivamente ajustadas. Uma camiseta mais ampla pode reforçar a proposta, enquanto uma parte de cima mais enxuta cria contraste de proporções.</p>
<p>As camisetas de bandas continuam sendo uma solução natural para o festival, mas não precisam ser usadas de maneira óbvia. Uma t-shirt oversized pode ser combinada com calça cargo, bermuda larga ou saia, enquanto versões com lavagem desgastada ou acabamento destroyed acrescentam referência rocker sem exigir uma produção complexa.</p>
<p>Para quem prefere um visual mais feminino, vestidos amplos também podem ser utilizados como base. Nesse caso, o calçado e os acessórios determinam a direção da produção. Bota western, tênis esportivo ou um modelo de sola mais robusta podem alterar completamente a proposta.</p>
<p>O xadrez é outra alternativa que pode ser adaptada ao festival sem recorrer ao visual grunge tradicional. A estampa pode aparecer em saia, camisa, bermuda ou sobreposição, enquanto peças básicas equilibram o conjunto. A combinação entre camiseta, xadrez e tênis aparece entre as sugestões de moda para o evento.</p>
<h2>Sobreposição ajuda a enfrentar a mudança de temperatura</h2>
<p><img decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-171435" src="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look.webp" alt="Rock in Rio 2026: como montar um look confortável para encarar os sete dias de festival-Revista Estilo" width="1280" height="1920" title="Rock in Rio 2026: veja como montar um look confortável e estiloso para o festival - Revista ESTILO" srcset="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look.webp 1280w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look-200x300.webp 200w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look-683x1024.webp 683w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look-768x1152.webp 768w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look-1024x1536.webp 1024w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look-150x225.webp 150w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look-750x1125.webp 750w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/minimalist_utility_look-1140x1710.webp 1140w" sizes="(max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>A necessidade de adaptar o look ao clima faz da terceira peça um recurso funcional, e não apenas estético. Camisa de flanela leve, jaqueta fina, corta-vento ou outra camada de fácil transporte pode ser usada durante os períodos mais amenos e retirada quando o calor aumentar.</p>
<p>O recurso também permite variar a aparência ao longo do dia. Uma camiseta simples pode ganhar outra leitura com uma camisa aberta, um colete utilitário ou uma jaqueta amarrada na cintura. A sobreposição aparece entre as tendências destacadas para a edição de 2026.</p>
<p>Para os primeiros dias do festival, essa estratégia é especialmente importante porque a previsão mostra uma mudança relevante entre as tardes mais quentes e os períodos noturnos mais frios. No domingo e na segunda-feira, a possibilidade de chuva e as temperaturas menores tornam ainda mais útil ter uma camada adicional à disposição.</p>
<p>O ideal é evitar peças volumosas demais, que ocupem espaço quando não estiverem sendo usadas. Uma jaqueta leve ou uma camisa que possa ser presa à cintura oferece mais praticidade do que um casaco pesado.</p>
<p>Referências western também podem ser incorporadas sem comprometer a mobilidade. Vestido amplo, colete, chapéu e botas aparecem entre as propostas de styling para o Rock in Rio, enquanto detalhes em crochê acrescentam textura e ajudam a construir uma produção menos previsível.</p>
<h2>Calçado é a escolha que mais interfere no conforto</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-171436" src="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid.jpg" alt="Rock in Rio 2026: como montar um look confortável para encarar os sete dias de festival-Revista Estilo" width="1280" height="1920" title="Rock in Rio 2026: veja como montar um look confortável e estiloso para o festival - Revista ESTILO" srcset="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid.jpg 1280w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid-200x300.jpg 200w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid-683x1024.jpg 683w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid-768x1152.jpg 768w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid-1024x1536.jpg 1024w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid-150x225.jpg 150w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid-750x1125.jpg 750w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/festival_dance_candid-1140x1710.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Em um festival que exige longos períodos em pé, o calçado deve ser escolhido pela combinação entre conforto, estabilidade e adaptação ao terreno. Tênis com bom suporte ou botas já utilizadas anteriormente tendem a ser opções mais seguras do que modelos novos, rígidos ou pouco testados.</p>
<p>A recomendação vale principalmente para quem pretende permanecer em áreas de pista por várias horas. Um sapato que parece confortável por alguns minutos pode provocar desconforto depois de um longo período caminhando. O melhor momento para testar o calçado é antes do festival, em situações que permitam verificar atrito, pressão e ajuste.</p>
<p>Botas de cano curto, coturnos e modelos western podem funcionar bem com bermudas, calças e vestidos, mas devem passar pelo mesmo teste de conforto. O peso também precisa ser considerado: um calçado excessivamente pesado pode aumentar o cansaço ao final do dia.</p>
<p>Tênis esportivos aparecem como alternativa particularmente versátil quando a prioridade é mobilidade. Em uma produção baseada em peças mais marcantes, ele ainda pode funcionar como elemento de equilíbrio. A combinação entre saia ou bermuda, camiseta e tênis é recorrente nas propostas de moda para festivais.</p>
<h2>Acessórios podem transformar uma produção básica</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-171438" src="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo.jpg" alt="Rock in Rio 2026: como montar um look confortável para encarar os sete dias de festival-Revista Estilo" width="1280" height="1920" title="Rock in Rio 2026: veja como montar um look confortável e estiloso para o festival - Revista ESTILO" srcset="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo.jpg 1280w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo-200x300.jpg 200w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo-683x1024.jpg 683w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo-768x1152.jpg 768w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo-1024x1536.jpg 1024w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo-150x225.jpg 150w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo-750x1125.jpg 750w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/woman_ferris_wheel_photo-1140x1710.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>Acessórios permitem acrescentar personalidade sem aumentar significativamente o volume da roupa. Bandanas e lenços, por exemplo, podem ser usados no cabelo, no pescoço ou presos a outras partes da produção. Além do efeito visual, são peças leves e fáceis de carregar.</p>
<p>Cintos, correntes, óculos de sol e bijuterias de maior impacto também ajudam a transformar uma base simples. O cuidado está em evitar acessórios que possam comprometer a segurança na entrada. A organização autoriza correntes integradas ao cinto ou ao look quando caracterizadas claramente como parte do vestuário, mas itens pontiagudos ou que possam representar risco podem ser barrados.</p>
<p>Outro ponto importante é a escolha da bolsa. Como grandes bolsas, malas e mochilas não são permitidas na Cidade do Rock, a produção precisa considerar alternativas menores, além de deixar espaço para itens essenciais.</p>
<p>Isso favorece uma proposta mais enxuta: telefone, documentos, meios de pagamento e objetos necessários para o dia devem ocupar pouco espaço. Uma bolsa compacta ou outro modelo compatível com as regras de entrada evita carregar volume desnecessário durante os shows.</p>
<h2>Chuva muda o planejamento do look</h2>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-171437" src="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1.jpg" alt="Rock in Rio 2026: como montar um look confortável para encarar os sete dias de festival-Revista Estilo" width="1280" height="1920" title="Rock in Rio 2026: veja como montar um look confortável e estiloso para o festival - Revista ESTILO" srcset="https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1.jpg 1280w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1-200x300.jpg 200w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1-683x1024.jpg 683w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1-768x1152.jpg 768w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1-1024x1536.jpg 1024w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1-150x225.jpg 150w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1-750x1125.jpg 750w, https://revistaestilo.com.br/wp-content/uploads/2026/09/rainy_night_dance-1-1140x1710.jpg 1140w" sizes="auto, (max-width: 1280px) 100vw, 1280px" /></p>
<p>A previsão para o primeiro fim de semana torna a proteção contra chuva parte importante da produção. O próprio Rock in Rio permite a entrada de capa de chuva, além de cangas e casacos. Guarda-chuvas, por outro lado, estão na lista de itens proibidos.</p>
<p>A diferença é prática. Uma capa fina pode ser dobrada e transportada com facilidade, enquanto um guarda-chuva ocupa mais espaço e ainda não poderá passar pela revista. Para quem optar por calça ou vestido mais longo, vale considerar também a capacidade de secagem do tecido em caso de chuva.</p>
<p>O mesmo princípio vale para o calçado. Modelos muito delicados ou feitos para situações secas podem não ser a melhor escolha em um dia de instabilidade. Materiais mais resistentes e solados com boa aderência oferecem vantagem quando o chão estiver molhado.</p>
<p>A previsão indica chuva fraca a moderada no domingo (6) e na segunda-feira (7), além de temperaturas mais baixas nesses dias. A combinação de umidade e frio tende a exigir um planejamento diferente daquele necessário para uma tarde quente e ensolarada.</p>
<h2>O que pode entrar e o que deve ficar de fora</h2>
<p>A composição do look também precisa levar em conta as regras da Cidade do Rock. A organização permite garrafa plástica transparente de água de até 500 ml, protetor solar de até 100 ml, protetor solar em bastão, óculos de sol, capa de chuva, casacos e carregador portátil dentro das dimensões estabelecidas.</p>
<p>Na alimentação, são permitidos até cinco itens por pessoa, desde que estejam dentro das condições estabelecidas pela organização. Alimentos industrializados devem estar lacrados, enquanto frutas cortadas e sanduíches precisam ser acondicionados em embalagens transparentes e não rígidas.</p>
<p>Entre as restrições estão recipientes de vidro ou metal, embalagens rígidas, guarda-chuvas, sprays, objetos cortantes ou pontiagudos, câmeras profissionais com lente destacável, drones e bolsas ou mochilas de grandes dimensões. Fantasias, máscaras e acessórios que dificultem a identificação do portador também estão proibidos.</p>
<p>Para o público, isso significa que o melhor look para o festival não é necessariamente o mais elaborado. É aquele que combina identidade visual com uma rotina de várias horas de deslocamento, espera e permanência em áreas abertas.</p>
<p>A edição de 2026 oferece espaço para diferentes linguagens de moda: do visual rocker clássico ao western, passando por peças oversized, xadrez, crochê, sobreposições e acessórios marcantes. A diferença, neste ano, está em adaptar essas referências às condições reais da Cidade do Rock. Uma camiseta de banda com calça ampla e tênis, por exemplo, pode ser complementada por uma camada leve e uma capa de chuva compacta. Da mesma forma, vestido amplo e botas podem ganhar uma jaqueta fina para os horários mais frios.</p>
<p>Com uma variação prevista de temperatura que pode superar 10 graus entre os períodos mais quentes e frios dos primeiros dias, a versatilidade deixa de ser apenas uma escolha estética e se torna parte da estratégia para aproveitar a programação. O resultado é um guarda-roupa de festival menos dependente de tendências isoladas e mais orientado por mobilidade, proteção e possibilidade de adaptação ao longo do dia.</p>
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		<item>
		<title>Met cancela retrospectiva de John Galliano prevista para 2027</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/met-cancela-exposicao-john-galliano-2027</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Mello - Repórter]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:35:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[alta costura]]></category>
		<category><![CDATA[Andrew Bolton]]></category>
		<category><![CDATA[Anna Wintour]]></category>
		<category><![CDATA[Costume Institute]]></category>
		<category><![CDATA[Dior]]></category>
		<category><![CDATA[John Galliano]]></category>
		<category><![CDATA[Maison Margiela]]></category>
		<category><![CDATA[Met]]></category>
		<category><![CDATA[Met Gala 2027]]></category>
		<category><![CDATA[Metropolitan Museum of Art]]></category>
		<category><![CDATA[moda]]></category>
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					<description><![CDATA[Uma das exposições de moda mais aguardadas de 2027 não chegará às galerias do Metropolitan Museum of Art. O Met e John Galliano decidiram cancelar “John Galliano: Horizons”, retrospectiva prevista para abrir em 9 de maio do próximo ano em Nova York e que colocaria quatro décadas de criação do estilista sob o olhar do [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Uma das exposições de moda mais aguardadas de 2027 não chegará às galerias do Metropolitan Museum of Art. O Met e John Galliano decidiram cancelar “John Galliano: Horizons”, retrospectiva prevista para abrir em 9 de maio do próximo ano em Nova York e que colocaria quatro décadas de criação do estilista sob o olhar do Costume Institute.</p>
<p>A decisão foi anunciada conjuntamente em 31 de agosto, exatamente um mês depois de o museu apresentar publicamente o projeto. Nesse intervalo, a exposição deixou de ser apenas uma celebração da trajetória de um dos nomes mais influentes da moda contemporânea e passou ao centro de uma discussão sobre até onde uma instituição cultural pode separar uma obra de enorme relevância estética da conduta de seu autor.</p>
<p>Galliano foi demitido da Dior em 2011 e condenado na França depois de episódios envolvendo declarações antissemitas e racistas. Nos anos seguintes, construiu uma segunda fase profissional que culminou em uma década à frente da Maison Margiela, onde voltou a ser reconhecido como uma das forças criativas mais importantes da moda.</p>
<p>Era justamente essa trajetória — ascensão, ruptura, retorno e transformação — que “Horizons” pretendia examinar.</p>
<p>Com o cancelamento, o Costume Institute perde uma exposição que vinha sendo desenhada para ocupar oito meses do calendário do Met, até janeiro de 2028. A instituição terá agora de definir um novo projeto para sua temporada de primavera e reorganizar também os planos do Met Gala de 2027.</p>
<h2>Uma retrospectiva construída para ir além dos vestidos</h2>
<p>“John Galliano: Horizons” não havia sido concebida como uma retrospectiva convencional organizada apenas em torno de vestidos célebres e momentos de passarela.</p>
<p>O projeto de Andrew Bolton, curador responsável pelo Costume Institute, pretendia acompanhar a maneira como Galliano transforma referências históricas, personagens, geografias, arte, cinema e literatura em roupa. Para isso, seriam reunidos não apenas looks acabados, mas desenhos, acessórios, protótipos, toiles, cadernos de pesquisa e materiais de arquivo.</p>
<p>A narrativa começaria em 1984, com “Les Incroyables”, coleção de formatura apresentada por Galliano na Central Saint Martins, em Londres. O trabalho chamou atenção imediatamente pela teatralidade e pela capacidade do jovem estilista de transformar pesquisa histórica em moda contemporânea.</p>
<p>A mostra avançaria pelas coleções de sua própria etiqueta e pelas passagens por Givenchy e Christian Dior, até chegar à Maison Margiela e à coleção Artisanal de primavera-verão 2024, uma das apresentações mais celebradas da fase final de Galliano na maison.</p>
<p>O Met possui a maior coleção institucional de trabalhos do estilista, o que daria à exposição uma dimensão incomum. A intenção era mostrar tanto o espetáculo final visto nas passarelas quanto o caminho percorrido antes que uma peça chegasse ao corpo.</p>
<p>Essa investigação do processo criativo seria especialmente importante no caso de Galliano. Poucos estilistas contemporâneos fizeram da pesquisa uma parte tão visível da própria linguagem. Seus desfiles frequentemente começaram muito antes da escolha do tecido, em personagens históricos, fotografias, pinturas, narrativas literárias e universos ficcionais posteriormente desmontados e reconstruídos em roupas.</p>
<h2>O passado de Galliano faria parte da própria exposição</h2>
<p>O aspecto mais delicado da retrospectiva não seria escondido.</p>
<p>O primeiro dos três movimentos previstos por Bolton, chamado “Bearings”, abordaria diretamente a ruptura ocorrida na carreira de Galliano entre 2010 e 2011. A narrativa incluiria sua conduta antissemita, racista e anti-asiática, a saída da Dior e de sua própria marca, a condenação judicial na França e o tratamento posterior relacionado à dependência de álcool e outras substâncias.</p>
<p>O projeto seria seguido pelos segmentos “Horizons” e “Atlas of Transformation”, dedicados respectivamente ao universo de referências do estilista e à transformação dessas referências em peças acabadas.</p>
<p>A estrutura revelava a ambição do Met de colocar duas questões lado a lado: a extraordinária relevância criativa de Galliano para a moda e a responsabilidade por comportamentos que alteraram de maneira permanente a forma como sua trajetória é recebida.</p>
<p>Isso não foi suficiente para eliminar as críticas.</p>
<p>Para parte dos opositores da exposição, contextualizar os episódios não resolvia a questão principal. A própria concessão de uma grande retrospectiva individual por uma instituição como o Met poderia ser interpretada como uma forma de reconhecimento e consagração.</p>
<p>E uma exposição do Costume Institute tem um peso simbólico que ultrapassa a simples exibição de roupas.</p>
<h2>Galliano seria apenas o terceiro estilista vivo a receber esse espaço</h2>
<p>A dimensão da homenagem fica mais evidente quando se observa a história do departamento de moda do Met.</p>
<p>Se tivesse sido realizada, “John Galliano: Horizons” seria apenas a terceira grande exposição monográfica do Costume Institute dedicada a um estilista vivo.</p>
<p>A primeira ocorreu em 1983, quando o museu apresentou uma retrospectiva de Yves Saint Laurent. A decisão foi excepcional para a época e ajudou a consolidar a ideia de que moda poderia ocupar museus de arte não apenas como documento histórico, mas como linguagem criativa digna da mesma atenção destinada a outras disciplinas.</p>
<p>Somente 34 anos depois, em 2017, o Costume Institute voltaria a dedicar uma exposição desse porte a uma designer viva, com “Rei Kawakubo/Comme des Garçons: Art of the In-Between”.</p>
<p>Galliano entraria nesse grupo restrito dez anos depois de Kawakubo.</p>
<p>Mais do que organizar suas coleções cronologicamente, portanto, o Met estaria colocando seu nome dentro de uma linhagem institucional extremamente seletiva. Para os críticos, foi justamente essa consagração que tornou a escolha difícil de separar do passado do estilista.</p>
<h2>Moda, reputação e responsabilidade se encontraram no museu</h2>
<p>As semanas que seguiram o anúncio mostraram como a discussão ultrapassava a avaliação do talento de Galliano.</p>
<p>Integrantes da comunidade judaica, doadores e figuras públicas de Nova York contestaram o projeto. Entre as manifestações divulgadas estavam críticas do galerista e colecionador Arne Glimcher, da presidente da Câmara Municipal de Nova York, Julie Menin, e de Elisha Wiesel, presidente da fundação criada em torno do legado de seu pai, o escritor e sobrevivente do Holocausto Elie Wiesel.</p>
<p>A doadora Alice Tisch também questionou a escolha do museu e os critérios institucionais que haviam levado à aprovação da retrospectiva.</p>
<p>O debate colocou o Costume Institute diante de uma questão que museus enfrentam com frequência crescente: apresentar uma obra criticamente não é necessariamente o mesmo que homenagear seu criador, mas a fronteira entre as duas coisas se torna menos clara quando se trata de uma retrospectiva individual de grande escala.</p>
<p>No campo da moda, essa distinção adquire ainda outra camada. Uma exposição no Met não apenas documenta uma trajetória. Ela influencia a maneira como designers são incorporados à história da disciplina, como suas obras são estudadas e como futuras gerações passam a interpretá-las.</p>
<p>“John Galliano: Horizons” pretendia confrontar exatamente essa tensão. No fim, foi essa mesma tensão que contribuiu para inviabilizar o projeto.</p>
<h2>Galliano diz que reparação não acontece em uma exposição</h2>
<p>Ao confirmar o cancelamento, Galliano reconheceu novamente a dor provocada por suas declarações e afirmou que permanece responsável por elas.</p>
<p>O estilista também deixou claro que não considera uma exposição, um reconhecimento institucional ou um único gesto público suficientes para representar reparação. Em sua declaração, relacionou esse processo a uma responsabilidade contínua, construída por comportamento, aprendizado e escuta ao longo do tempo.</p>
<p>Galliano afirmou ainda que não queria que o debate em torno de sua pessoa colocasse o Met em uma posição difícil ou retirasse atenção do trabalho desenvolvido pelo Costume Institute.</p>
<p>O designer mencionou também os 15 anos de sobriedade e recuperação do alcoolismo e da dependência, período que coincide com a reconstrução gradual de sua vida pessoal e profissional após 2011.</p>
<p>Andrew Bolton apoiou a decisão de cancelar a mostra. O curador defendeu o papel dos museus na abordagem de histórias difíceis, mas reconheceu a preocupação e a dor provocadas pelo projeto.</p>
<p>Anna Wintour, integrante do conselho do Met e figura historicamente ligada ao Costume Institute e ao Met Gala, também manifestou apoio ao cancelamento.</p>
<h2>A segunda vida criativa de Galliano complicou a discussão</h2>
<p>Se a trajetória de Galliano tivesse terminado em 2011, a discussão talvez tivesse outra configuração.</p>
<p>Mas o estilista voltou.</p>
<p>Em 2014, assumiu a direção criativa da Maison Margiela, onde permaneceu por cerca de uma década. A relação entre uma casa conhecida pela desconstrução e um designer célebre pela teatralidade parecia improvável no início, mas resultou em uma das fases mais estudadas de sua carreira.</p>
<p>Na Margiela, Galliano refinou técnicas de construção, ilusão visual e transformação do vestuário, trabalhando frequentemente sobre a fronteira entre roupa, personagem e performance.</p>
<p>A coleção Artisanal apresentada em 2024 tornou-se um dos momentos mais comentados da moda recente e reacendeu de maneira intensa a discussão sobre sua influência criativa.</p>
<p>É esse retorno que torna sua posição na história da moda particularmente complexa.</p>
<p>A importância de Galliano como criador é difícil de eliminar da narrativa das últimas quatro décadas. Ao mesmo tempo, sua recuperação profissional não apaga os acontecimentos que provocaram sua queda.</p>
<p>O Met pretendia transformar essa contradição em exposição. O cancelamento mostra que colocar essa discussão dentro de um museu pode ser tão complexo quanto discuti-la fora dele.</p>
<h2>Met Gala de 2027 agora precisa de um novo rumo</h2>
<p>Há ainda uma consequência prática importante para o calendário da moda.</p>
<p>O Met Gala funciona como a grande abertura pública e financeira da exposição anual de primavera do Costume Institute. O tema da noite nasce da pesquisa curatorial e influencia roupas, cenografia, convidados e boa parte da conversa global sobre moda nas semanas seguintes.</p>
<p>Com “Horizons” fora da programação, o Met precisa definir outra exposição e, consequentemente, uma nova direção para o evento de 2027.</p>
<p>O museu informou que anunciará posteriormente tanto a mostra substituta quanto os detalhes do próximo Met Gala.</p>
<p>Para uma instituição acostumada a desenvolver exposições dessa escala com anos de antecedência, substituir em poucos meses um projeto dedicado a quatro décadas de produção representa uma alteração considerável.</p>
<p>O cancelamento também produz uma ironia difícil de ignorar. “John Galliano: Horizons” havia sido concebida para examinar como criação, memória, responsabilidade e mudança cultural modificam a maneira como uma obra é vista ao longo do tempo.</p>
<p>A exposição não acontecerá, mas a discussão que pretendia provocar já aconteceu.</p>
<p>E, ao interromper o projeto antes que um único look fosse instalado nas galerias, o Met acrescentou um novo capítulo à própria história que pretendia contar: a de como a moda decide quem entra para o museu, de que maneira entra e até que ponto o reconhecimento artístico pode ser separado da responsabilidade de quem criou a obra.</p>
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		<title>Gap volta ao centro da moda com jeans, cultura pop e Zac Posen</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/gap-retoma-forca-vendas-recuperacao-varejista</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Mello - Repórter]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 04 Sep 2026 14:24:49 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Negócios]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[ações da Gap]]></category>
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		<category><![CDATA[mercado de consumo]]></category>
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		<category><![CDATA[Old Navy]]></category>
		<category><![CDATA[resultados financeiros]]></category>
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		<category><![CDATA[varejo]]></category>
		<category><![CDATA[varejo americano]]></category>
		<category><![CDATA[Zac Posen]]></category>
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					<description><![CDATA[Durante décadas, poucas peças foram tão imediatamente associadas ao guarda-roupa americano quanto uma camiseta branca, um jeans azul e um moletom da Gap. Depois de anos em que essa identidade perdeu parte de sua força diante de novas marcas e mudanças no comportamento do consumidor, a etiqueta fundada em São Francisco começa a encontrar novamente [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante décadas, poucas peças foram tão imediatamente associadas ao guarda-roupa americano quanto uma camiseta branca, um jeans azul e um moletom da Gap. Depois de anos em que essa identidade perdeu parte de sua força diante de novas marcas e mudanças no comportamento do consumidor, a etiqueta fundada em São Francisco começa a encontrar novamente um lugar relevante na conversa de moda — e faz isso justamente revisitando aquilo que sempre soube fazer.</p>
<p>No segundo trimestre fiscal de 2026, encerrado em 1º de agosto, as vendas comparáveis da Gap cresceram 10%, repetindo o avanço de dois dígitos registrado nos três meses anteriores. A receita da marca chegou a US$ 844 milhões, 9% acima do mesmo período de 2025. Em um grupo no qual Old Navy e Athleta registraram retração, a Gap se tornou o principal destaque positivo do portfólio.</p>
<p>Mais do que uma melhora comercial, os números acompanham uma transformação visível na linguagem da marca. Denim, fleece, camisetas, camisas, cáquis e roupas inspiradas no workwear voltaram ao centro das coleções, mas agora aparecem com proporções ampliadas, construções mais elaboradas e uma direção de imagem muito mais próxima do universo da moda do que do varejo básico tradicional.</p>
<p>A mudança ganhou sua expressão mais clara com a GapStudio, linha comandada por Zac Posen, diretor criativo da Gap Inc. O projeto funciona como um laboratório no qual os códigos históricos da companhia são reinterpretados com técnicas, volumes e acabamento que aproximam a marca do design autoral.</p>
<p>É uma estratégia que não tenta apagar o passado da Gap. Pelo contrário: transforma esse passado em matéria-prima.</p>
<h2>Zac Posen transforma os básicos da Gap em objetos de moda</h2>
<p>Apresentada no fim de agosto, a coleção GapStudio Fall 2026 reúne 20 peças construídas a partir de elementos tradicionais do vestuário americano. Denim, cáqui, camisaria, camiseta, uniformes e referências ao workwear aparecem reorganizados por Zac Posen em silhuetas mais arquitetônicas.</p>
<p>A cartela parte de índigo profundo, preto lavado, cáqui militar, branco óptico e diferentes tonalidades de azul. O interesse, porém, está menos na cor e mais na construção.</p>
<p>Colarinhos exagerados, costuras aparentes, proporções alongadas, volumes controlados e detalhes de trompe l&#8217;oeil transformam peças familiares em roupas que pedem um segundo olhar. Uma jaqueta jeans deixa de ser apenas uma jaqueta jeans; uma camisa ganha escala; o workwear abandona a leitura estritamente utilitária e passa a funcionar como linguagem estética.</p>
<p>Essa abordagem resume bem o novo momento da Gap. Em vez de perseguir tendências de curta duração, a marca procura identificar quais elementos de seu próprio arquivo ainda têm relevância e como eles podem ser apresentados a uma geração acostumada a misturar peças de diferentes épocas, preços e referências.</p>
<p>O resultado está alinhado a uma das principais mudanças do consumo de moda nos últimos anos: o retorno do interesse por itens aparentemente simples, desde que tenham corte, proporção e styling capazes de diferenciá-los.</p>
<p>Para uma empresa cuja identidade sempre esteve ligada ao básico americano, essa mudança de comportamento abriu uma oportunidade.</p>
<h2>Uma camiseta branca chegou ao Met Gala</h2>
<p>A aproximação com a moda ganhou um de seus momentos mais simbólicos em maio, quando Kendall Jenner apareceu no Met Gala usando um look criado por Zac Posen no GapStudio de Nova York.</p>
<p>A peça partia de um dos itens mais elementares da história da Gap: a camiseta branca.</p>
<p>Posen transformou esse arquétipo em uma construção escultórica inspirada na Vitória de Samotrácia, escultura helenística exposta no Louvre. O resultado levou para o tapete do Metropolitan Museum of Art um produto associado ao vestuário cotidiano americano, mas reconstruído dentro de uma lógica de alta elaboração.</p>
<p>Para a Gap, a escolha teve significado maior do que simplesmente vestir uma celebridade.</p>
<p>Durante boa parte de sua história, a marca construiu relevância cultural justamente aproximando básicos e personalidades. Campanhas de décadas anteriores colocaram músicos, atores e modelos usando jeans, camisetas, cáquis e moletons diante de fundos minimalistas. Essa simplicidade visual tornou-se uma assinatura.</p>
<p>O GapStudio recupera essa memória sem tentar reproduzi-la literalmente. A celebridade continua presente, mas o produto ganha maior protagonismo de design.</p>
<p>O movimento também permite à Gap circular simultaneamente por dois espaços: o varejo de grande escala e a moda aspiracional. A maior parte de sua receita continua vindo de roupas acessíveis e amplamente distribuídas, enquanto projetos especiais ajudam a reconstruir prestígio e desejo em torno do nome.</p>
<h2>Jeans voltou a ser uma linguagem central</h2>
<p>Nenhuma categoria representa melhor essa retomada do que o denim.</p>
<p>A Gap nasceu em 1969 como uma loja especializada em jeans e discos, e o tecido atravessou praticamente todas as fases da empresa. Na estratégia atual, ele novamente ocupa uma posição de destaque.</p>
<p>A administração da companhia cita denim entre as categorias que vêm impulsionando a recuperação, ao lado de fleece e roupas infantis. Mas o interesse atual pelo jeans não se limita a ampliar a quantidade de modelos disponíveis.</p>
<p>A forma como a marca trabalha o produto mudou.</p>
<p>Lavagens mais profundas, volumes maiores, modelagens amplas, referências utilitárias e combinações de denim com denim ajudam a reposicionar uma categoria que durante anos esteve associada principalmente ao básico funcional.</p>
<p>A própria GapStudio Fall 2026 transforma o índigo em uma espécie de fio condutor da coleção. Há uma exploração deliberada da construção, da textura e da proporção, fazendo com que o jeans funcione tanto como peça comercial quanto como veículo de imagem.</p>
<p>Esse retorno acontece em um momento favorável. O denim voltou a ocupar espaço central nas coleções internacionais, acompanhado pela perda de força das silhuetas extremamente ajustadas e pelo avanço de modelagens retas, largas e relaxadas.</p>
<p>Para a Gap, trata-se menos de aderir a uma tendência do que de recuperar um território no qual a marca possui legitimidade histórica.</p>
<h2>Cultura pop voltou a fazer parte do produto</h2>
<p>A transformação também aparece no marketing.</p>
<p>Desde que Richard Dickson assumiu a direção executiva da Gap Inc., em agosto de 2023, a companhia passou a investir de maneira mais sistemática na ideia de relevância cultural. Antes de chegar ao grupo, o executivo participou da revitalização da Mattel e da construção do fenômeno recente em torno de Barbie.</p>
<p>Na Gap, essa lógica é aplicada por meio da aproximação entre produto, música, celebridades, moda e entretenimento.</p>
<p>A diferença é importante. A campanha deixa de funcionar apenas como instrumento para anunciar uma coleção e passa a ser pensada como parte da própria identidade da marca.</p>
<p>Para uma etiqueta que teve alguns de seus momentos mais memoráveis justamente quando conseguiu conectar roupas simples a movimentos culturais maiores, a estratégia representa uma volta às origens sob uma linguagem contemporânea.</p>
<p>Zac Posen ocupa posição central nessa mudança. Nomeado diretor criativo da Gap Inc. em 2024, ele trouxe para a companhia um repertório ligado a construção, glamour e red carpet, aparentemente distante do universo de camisetas e moletons.</p>
<p>É justamente desse contraste que surge parte do interesse.</p>
<p>Ao aplicar conhecimento de modelagem e construção a produtos reconhecíveis, Posen consegue elevar uma peça sem eliminar sua familiaridade. A Gap não precisa se transformar em uma maison. Precisa fazer o consumidor olhar novamente para aquilo que acreditava já conhecer.</p>
<h2>O consumidor parece estar respondendo</h2>
<p>Os resultados recentes indicam que a renovação estética não está restrita às campanhas.</p>
<p>A receita trimestral da Gap passou de US$ 772 milhões em 2025 para US$ 844 milhões em 2026, um aumento de aproximadamente US$ 72 milhões em um ano. As vendas comparáveis avançaram 10% pelo segundo trimestre consecutivo.</p>
<p>A diferença em relação às outras marcas do grupo é significativa.</p>
<p>A Old Navy, maior operação da Gap Inc., teve queda de 4% nas vendas comparáveis. A Athleta recuou 12%, enquanto a Banana Republic avançou 3%.</p>
<p>Isso faz da Gap não apenas a marca com maior crescimento proporcional dentro do grupo, mas também uma espécie de demonstração prática da estratégia defendida pela atual administração: fortalecer identidades individuais em vez de tratar todas as etiquetas como variações de uma mesma fórmula de varejo.</p>
<p>Na moda, essa distinção é particularmente importante. Consumidores podem comprar uma camiseta em dezenas de empresas. O que diferencia uma marca madura não é simplesmente a disponibilidade do produto, mas o universo cultural e estético construído ao redor dele.</p>
<p>É nesse ponto que a Gap parece ter voltado a encontrar espaço.</p>
<h2>O desafio é fazer o desejo sobreviver à novidade</h2>
<p>Relevância cultural, porém, é mais difícil de sustentar do que uma boa coleção.</p>
<p>A Gap ainda precisa demonstrar que consegue manter o interesse do público depois que o efeito novidade da nova direção criativa diminuir. Colaborações, celebridades e aparições em eventos de grande visibilidade ajudam a recolocar uma marca na conversa, mas o relacionamento de longo prazo depende do produto que chega às lojas.</p>
<p>É também aí que a estratégia atual parece mais consistente.</p>
<p>Ao organizar sua renovação em torno de jeans, camisetas, cáqui, fleece, camisas e workwear, a Gap não está construindo uma identidade artificial. Está atualizando elementos presentes em seu DNA desde algumas de suas fases mais reconhecidas.</p>
<p>O GapStudio leva essa lógica ao extremo criativo, enquanto as coleções comerciais traduzem parte dessas ideias para uma escala maior.</p>
<p>A combinação permite que um vestido usado no Met Gala, uma peça de design mais elaborado e um jeans vendido em uma loja de shopping pertençam ao mesmo universo visual.</p>
<p>Para uma marca que já atravessou mais de cinco décadas de mudanças no varejo e no comportamento do consumidor, talvez esteja justamente aí a força de sua nova fase: descobrir que voltar a ser desejada não exigia abandonar os básicos, mas fazer com que eles parecessem interessantes outra vez.</p>
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		<title>Quem é Max Alexander, o estilista de 10 anos que fez história na Semana de Moda de Paris</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/max-alexander-estilista-de-10-anos-faz-historia-na-semana-de-moda-de-paris</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Luana Ferraz - Repórter de Moda]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 03:13:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[estilista infantil]]></category>
		<category><![CDATA[Guinness World Records]]></category>
		<category><![CDATA[indústria da moda]]></category>
		<category><![CDATA[Los Angeles]]></category>
		<category><![CDATA[Max Alexander]]></category>
		<category><![CDATA[Moda Sustentável]]></category>
		<category><![CDATA[Paris Fashion Week]]></category>
		<category><![CDATA[Semana de Moda de Paris]]></category>
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					<description><![CDATA[Aos 10 anos de idade, o americano Max Alexander alcançou um feito raro até mesmo para profissionais consagrados da indústria fashion: apresentar uma coleção própria durante a Semana de Moda de Paris. O estilista mirim, natural de Los Angeles, nos Estados Unidos, tornou-se oficialmente o designer mais jovem da história a realizar um desfile autoral [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Aos 10 anos de idade, o americano Max Alexander alcançou um feito raro até mesmo para profissionais consagrados da indústria fashion: apresentar uma coleção própria durante a Semana de Moda de Paris. O estilista mirim, natural de Los Angeles, nos Estados Unidos, tornou-se oficialmente o designer mais jovem da história a realizar um desfile autoral no principal circuito mundial da moda, consolidando uma trajetória iniciada quando ele tinha apenas quatro anos de idade.</p>
<p>A história ganhou repercussão internacional após reportagem exibida pelo programa Domingo Espetacular, da Record TV, que mostrou os bastidores da rotina do garoto em seu ateliê, cercado por tecidos, manequins e desenhos. O caso, no entanto, vai além da curiosidade envolvendo um prodígio infantil e lança luz sobre transformações que vêm ocorrendo no setor da moda, especialmente em relação à sustentabilidade, às redes sociais e ao surgimento de novos criadores fora dos circuitos tradicionais.</p>
<p>Segundo registros homologados pelo Guinness World Records, Max tinha 10 anos e seis dias quando apresentou sua coleção no Palais Garnier, em Paris, em 3 de março de 2026, estabelecendo um novo recorde mundial como o mais jovem designer a realizar um desfile na Paris Fashion Week.</p>
<h2>De brincadeira infantil a fenômeno global da moda</h2>
<p>A trajetória de Max Alexander começou muito antes dos holofotes parisienses. De acordo com entrevistas concedidas à imprensa internacional, ele passou a demonstrar interesse por costura e criação de roupas ainda na primeira infância. Enquanto outras crianças dedicavam tempo a brinquedos ou videogames, Max já passava horas manipulando tecidos e criando peças em manequins improvisados.</p>
<p>O primeiro reconhecimento veio em 2023, quando ele entrou para o Guinness como a pessoa mais jovem a desenvolver integralmente um desfile de moda. Na época, tinha apenas sete anos. Desde então, sua visibilidade cresceu rapidamente, impulsionada por plataformas digitais e por apresentações em eventos do setor nos Estados Unidos.</p>
<p>Hoje, o jovem designer acumula milhões de seguidores nas redes sociais e comercializa peças por meio de sua própria marca, ampliando sua presença em um mercado tradicionalmente dominado por grandes grupos de luxo e estilistas experientes.</p>
<p>A ascensão acelerada também atraiu a atenção de celebridades e profissionais renomados da indústria. Entre os nomes associados à trajetória do estilista estão personalidades que ajudaram a ampliar a exposição internacional de seu trabalho.</p>
<h2>Coleção em Paris teve foco em sustentabilidade</h2>
<p>A apresentação que garantiu o recorde mundial ocorreu durante a temporada de outono-inverno 2026/2027 da Paris Fashion Week. A coleção contou com 15 looks femininos desenvolvidos ao longo de aproximadamente seis meses de trabalho.</p>
<p>Um dos aspectos que mais chamou atenção foi a proposta sustentável das peças. Segundo informações divulgadas pelo próprio estilista, cerca de 90% dos materiais utilizados foram reaproveitados ou provenientes de estoques excedentes da indústria têxtil. Entre os itens empregados estavam tecidos remanescentes, materiais reciclados, bolsas reutilizadas e até componentes biodegradáveis.</p>
<p>Algumas criações utilizaram materiais incomuns para o universo da alta-costura, incluindo sacas de café, tecidos reaproveitados e elementos descartados por outras marcas. A proposta está alinhada a uma tendência crescente dentro da indústria da moda, que busca reduzir desperdícios e minimizar impactos ambientais associados à produção têxtil.</p>
<p>O discurso de sustentabilidade tem sido uma das principais bandeiras defendidas por Max em entrevistas recentes. O estilista afirma que pretende estimular consumidores a refletirem sobre os impactos do consumo excessivo e da chamada fast fashion.</p>
<h2>Paris continua sendo o principal palco da moda mundial</h2>
<p>A estreia do estilista mirim ocorreu em um momento de forte disputa por relevância dentro da indústria global da moda. Paris permanece como o principal centro internacional para lançamentos de coleções de luxo, concentrando apresentações das maiores marcas do setor e atraindo compradores, investidores, jornalistas e influenciadores de todo o mundo.</p>
<p>Conquistar espaço nesse ambiente costuma exigir anos de construção de marca, relacionamentos comerciais e reconhecimento artístico. Por isso, a presença de Max Alexander em uma passarela parisiense chamou atenção de profissionais da indústria e da imprensa especializada.</p>
<p>O fato também reflete mudanças no processo de descoberta de talentos. Se anteriormente estilistas dependiam quase exclusivamente de escolas de moda, revistas especializadas e eventos do setor para ganhar notoriedade, atualmente as redes sociais permitem que criadores construam audiência global desde cedo.</p>
<p>A combinação entre alcance digital, marketing pessoal e produção de conteúdo transformou profundamente a dinâmica de formação de novos nomes na indústria criativa.</p>
<h2>Fenômeno levanta debate sobre infância e exposição pública</h2>
<p>Ao mesmo tempo em que desperta admiração, a trajetória do jovem estilista também gerou debates sobre os limites da exposição de crianças em ambientes altamente competitivos.</p>
<p>Nas redes sociais e em fóruns especializados, parte do público questiona o impacto da fama precoce sobre o desenvolvimento infantil e o grau de participação de adultos na gestão de carreiras de jovens talentos. Outros observadores destacam que crianças prodígio costumam depender de forte estrutura familiar e profissional para transformar habilidades excepcionais em projetos de grande escala.</p>
<p>Especialistas em comportamento infantil frequentemente alertam que o sucesso precoce exige acompanhamento cuidadoso para evitar pressões excessivas e preservar experiências consideradas importantes para o desenvolvimento social e emocional.</p>
<p>Até o momento, não há indícios públicos de irregularidades envolvendo a carreira de Max Alexander. Em entrevistas recentes, o estilista afirma continuar frequentando a escola normalmente e conciliando os compromissos profissionais com atividades típicas da infância.</p>
<h2>Documentário e novos projetos ampliam projeção internacional</h2>
<p>A repercussão da passagem pela Paris Fashion Week abriu novas oportunidades para o jovem designer. Um documentário sobre sua trajetória passou a integrar a programação do Festival de Tribeca, em Nova York, ampliando sua exposição para além do universo fashion.</p>
<p>Além disso, Max segue desenvolvendo coleções próprias e expandindo sua atuação comercial. O objetivo declarado é continuar explorando materiais sustentáveis e incentivar práticas mais responsáveis dentro do setor da moda.</p>
<p>A combinação entre talento criativo, forte presença digital e discurso alinhado às preocupações ambientais da nova geração transformou o estilista em um dos nomes mais comentados da indústria em 2026.</p>
<h2>Recorde coloca novo talento no radar da indústria global</h2>
<p>Mais do que um caso de precocidade, a ascensão de Max Alexander evidencia transformações que vêm redefinindo a moda internacional. O recorde conquistado em Paris mostra como novos criadores podem alcançar projeção global por meio da combinação de criatividade, redes digitais e posicionamento alinhado às demandas contemporâneas do mercado.</p>
<p>Ao tornar-se o mais jovem designer a apresentar uma coleção autoral na Paris Fashion Week, o estilista americano entrou para a história da indústria e passou a integrar o radar de um setor que movimenta centenas de bilhões de dólares por ano. O desafio agora será transformar a notoriedade precoce em uma trajetória sustentável e duradoura dentro de um dos mercados mais competitivos do mundo.</p>
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			</item>
		<item>
		<title>Moda brasileira ocupa a Samaritaine, em Paris, e amplia espaço no mercado global de luxo</title>
		<link>https://revistaestilo.com.br/moda-brasileira-ocupa-samaritaine-paris-e-amplia-presenca-no-luxo-europeu</link>
		
		<dc:creator><![CDATA[Beatriz Mello - Repórter]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 25 Jun 2026 03:11:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Moda]]></category>
		<category><![CDATA[Capa]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Água de Coco]]></category>
		<category><![CDATA[economia criativa]]></category>
		<category><![CDATA[FARM Rio]]></category>
		<category><![CDATA[Lapima]]></category>
		<category><![CDATA[Lucio Fonseca]]></category>
		<category><![CDATA[luxo]]></category>
		<category><![CDATA[LVMH]]></category>
		<category><![CDATA[moda brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<category><![CDATA[Samaritaine]]></category>
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					<description><![CDATA[A moda brasileira ganhará projeção em um dos endereços mais emblemáticos do varejo de luxo da Europa durante o verão francês. Entre julho e agosto, a tradicional Samaritaine, loja de departamentos controlada pelo grupo LVMH, abrirá espaço para o projeto “Brésil à La Samaritaine”, iniciativa que reunirá marcas, artistas, designers e representantes da gastronomia nacional [&#8230;]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A moda brasileira ganhará projeção em um dos endereços mais emblemáticos do varejo de luxo da Europa durante o verão francês. Entre julho e agosto, a tradicional Samaritaine, loja de departamentos controlada pelo grupo LVMH, abrirá espaço para o projeto “Brésil à La Samaritaine”, iniciativa que reunirá marcas, artistas, designers e representantes da gastronomia nacional em Paris, ampliando a exposição internacional da produção criativa brasileira em um dos mercados mais relevantes do mundo para o segmento premium.</p>
<p>A ação foi idealizada pelo diretor criativo Lucio Fonseca, fundador da agência LF Office Paris, e ocupará áreas estratégicas da Samaritaine, empreendimento localizado próximo ao Rio Sena e considerado um dos principais símbolos do luxo parisiense. A proposta busca apresentar ao público europeu uma visão contemporânea do Brasil por meio da moda, do design, da arte e da gastronomia.</p>
<p>O projeto ocorre em um momento de crescente interesse internacional por marcas brasileiras ligadas à economia criativa, especialmente em segmentos que valorizam identidade cultural, sustentabilidade, design autoral e produção artesanal. A presença na Samaritaine representa uma oportunidade de ampliar negócios, fortalecer marcas e consolidar a inserção do Brasil em circuitos globais de consumo de alto padrão.</p>
<h2>Marcas brasileiras ganham vitrine em centro do luxo francês</h2>
<p>Entre as empresas participantes estão FARM Rio, Água de Coco, Insider, Lapima, La Sirène e Glorinha Paranaguá. As marcas ocuparão espaços dedicados dentro da loja durante o período da iniciativa, apresentando coleções e produtos para consumidores locais e turistas internacionais que circulam pela capital francesa durante a temporada de verão.</p>
<p>A escolha da Samaritaine não é considerada casual pelo setor. Desde sua reabertura após um amplo processo de restauração conduzido pelo grupo LVMH, o espaço tornou-se uma referência internacional em varejo de luxo, atraindo consumidores de alta renda e visitantes interessados em experiências exclusivas ligadas à moda, joalheria, beleza, decoração e gastronomia.</p>
<p>Para as marcas brasileiras, a exposição em um ambiente dessa natureza representa acesso direto a um público global altamente qualificado, além de uma oportunidade de fortalecer posicionamento de mercado em uma das capitais mais influentes da indústria da moda.</p>
<p>A iniciativa também reforça um movimento observado nos últimos anos, no qual empresas brasileiras passaram a buscar maior internacionalização por meio de lojas próprias, parcerias comerciais, feiras internacionais e projetos culturais voltados para o mercado europeu.</p>
<h2>Projeto aposta em design, modernismo e identidade cultural</h2>
<p>Segundo Lucio Fonseca, a proposta surgiu da percepção de que existe interesse crescente do público francês pela cultura brasileira, especialmente quando associada ao design, à arquitetura modernista e à produção artística contemporânea.</p>
<p>A estratégia adotada pelo projeto procura se distanciar de estereótipos frequentemente associados ao Brasil no exterior, apresentando uma narrativa baseada em inovação, criatividade e sofisticação. A curadoria reúne elementos de diferentes áreas da economia criativa, criando uma experiência integrada para os visitantes.</p>
<p>Além das marcas de moda, o projeto contará com a participação de artistas e designers brasileiros contemporâneos, reforçando o conceito de ocupação cultural temporária dentro da loja parisiense.</p>
<p>Especialistas do setor avaliam que iniciativas desse perfil contribuem para ampliar a percepção internacional sobre a capacidade de criação e produção da indústria brasileira, especialmente em segmentos nos quais diferenciação estética e identidade cultural possuem papel relevante na geração de valor.</p>
<h2>Gastronomia reforça estratégia de promoção da cultura brasileira</h2>
<p>A programação também inclui a participação da chef Alessandra Montagne, brasileira radicada em Paris e reconhecida por seu trabalho de valorização da culinária nacional na França.</p>
<p>A presença da gastronomia integra uma estratégia cada vez mais comum em projetos de promoção internacional de marcas e territórios. Ao combinar moda, design, arte e alimentação, iniciativas desse tipo ampliam o alcance da experiência cultural e fortalecem a conexão emocional com o público.</p>
<p>No mercado de luxo, a associação entre diferentes expressões culturais tornou-se uma ferramenta importante para construção de narrativas de marca e geração de experiências exclusivas. Por essa razão, grandes grupos internacionais têm investido em ações que transcendem a simples comercialização de produtos.</p>
<p>A participação de profissionais brasileiros em diferentes áreas também contribui para fortalecer a imagem do país como produtor de conteúdo criativo e experiências culturais de alcance global.</p>
<h2>Presença em Paris amplia oportunidades para marcas nacionais</h2>
<p>A realização do projeto ocorre em um contexto de expansão internacional de diversas empresas brasileiras ligadas aos setores de moda, design e lifestyle.</p>
<p>Nos últimos anos, marcas nacionais passaram a conquistar espaço em mercados estratégicos por meio de operações próprias, distribuidores especializados e presença em eventos internacionais. A valorização de conceitos relacionados à sustentabilidade, diversidade e produção artesanal favoreceu a entrada de empresas brasileiras em segmentos antes dominados por marcas tradicionais da Europa e dos Estados Unidos.</p>
<p>A FARM Rio é um dos exemplos mais conhecidos desse movimento. A empresa ampliou significativamente sua presença internacional nos últimos anos, consolidando operações em mercados considerados prioritários para o setor de moda premium.</p>
<p>Já a Lapima vem ganhando notoriedade global no segmento de óculos de luxo e recentemente inaugurou uma unidade no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo, reforçando sua estratégia de expansão nacional e internacional.</p>
<p>A Água de Coco, por sua vez, mantém trajetória de fortalecimento no mercado de moda praia premium, enquanto outras participantes do projeto buscam ampliar reconhecimento de marca junto a consumidores estrangeiros.</p>
<h2>Economia criativa brasileira busca maior inserção internacional</h2>
<p>O projeto também evidencia o potencial econômico da economia criativa brasileira, setor que engloba atividades ligadas à moda, design, publicidade, audiovisual, arquitetura, artes visuais e gastronomia.</p>
<p>Nos últimos anos, governos, entidades setoriais e empresas privadas passaram a ampliar esforços para promover a internacionalização dessas atividades, consideradas estratégicas para geração de empregos qualificados, exportações e fortalecimento da imagem do país no exterior.</p>
<p>A presença em centros globais de consumo, como Paris, Londres, Milão e Nova York, é vista como um passo importante para aumentar competitividade e reconhecimento internacional das marcas brasileiras.</p>
<p>Além do impacto comercial direto, iniciativas como a ocupação da Samaritaine contribuem para ampliar oportunidades futuras de negócios, estimular parcerias internacionais e fortalecer o intercâmbio entre profissionais da indústria criativa.</p>
<p>O movimento ocorre em um momento em que consumidores globais demonstram crescente interesse por produtos que combinam autenticidade, identidade cultural e design diferenciado, características frequentemente associadas à produção brasileira.</p>
<h2>Projeto reforça protagonismo do Brasil no circuito global da moda</h2>
<p>A ocupação da Samaritaine por marcas, artistas e criadores brasileiros reforça uma tendência de maior presença do Brasil nos principais polos internacionais da moda e do luxo.</p>
<p>Ao reunir diferentes segmentos da economia criativa em um dos endereços mais simbólicos do varejo europeu, o projeto amplia a visibilidade da produção nacional diante de consumidores, investidores, formadores de opinião e compradores internacionais.</p>
<p>Mais do que uma ação promocional temporária, a iniciativa representa uma vitrine estratégica para empresas que buscam consolidar operações fora do país e fortalecer sua inserção em mercados altamente competitivos.</p>
<p>A realização do “Brésil à La Samaritaine” evidencia o avanço da moda brasileira no cenário internacional e reforça o papel crescente da criatividade nacional como ativo econômico relevante na disputa por espaço no mercado global de luxo.</p>
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